‘Sei catar jaraqui, falar inglês e defender Amazônia’, diz Wilson Lima

Wilson Lima ressalta sua preparação técnica e de mercado para atuar como defensor do Amazonas e da ZFM em Brasília.

Publicado em: 18/07/2026 às 12:08 | Atualizado em: 18/07/2026 às 12:08

O pré-candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) afirmou na quinta-feira (16/7) que pretende utilizar a experiência adquirida como governador e a participação em mais de 80 fóruns nacionais e internacionais, nos Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Estados Unidos, China, México, Espanha e outros países, para defender os interesses do Amazonas no Congresso Nacional e no exterior.

Durante entrevista ao podcast “JC às 15h”, do Jornal do Commercio, ele ressaltou que conhecer a realidade do caboclo e estar preparado para dialogar com autoridades, instituições e investidores internacionais são capacidades que se complementam.

“Não perdi o meu costume do interior, de caboclo que toma açaí e tira a espinha do jaraqui, mas também sei colocar um terno e uma gravata, ir ao exterior, falar inglês e defender os interesses da Amazônia. Eu consigo falar e defender o meu povo. Isso é o mais importante”, afirmou Lima.

Segundo o pré-candidato, essa preparação foi importante durante sua passagem pelo Governo do Amazonas, sobretudo nas agendas internacionais relacionadas à proteção da floresta, ao desenvolvimento sustentável e à atração de investimentos.

Lima lembrou que presidiu a Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force) e representou o estado em conferências climáticas e encontros com lideranças mundiais.

“Quando o governador do Amazonas chega a uma COP ou a um evento internacional, muitas pessoas não sabem diferenciar Amazônia de Amazonas. Para elas, chegou o governador da Amazônia. Quando você fala na língua deles, passa confiança e credibilidade, e eles começam a tratar você de forma diferente”.

Também afirmou que levará essa experiência ao Senado para atuar como guardião da Zona Franca de Manaus e defender a segurança jurídica e a competitividade do modelo.

A ZFM possui mais de 500 empresas instaladas, gera mais de 500 mil empregos e encerrou 2025 com faturamento de R$ 277 bilhões, crescimento de 117% na comparação com 2019.

Entre 2019 e abril de 2026, o Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovou 1.793 projetos, que somam R$ 65,5 bilhões em investimentos e a geração de mais de 40,7 mil empregos.

No polo industrial de Manaus, o número de trabalhadores passou de 89,7 mil, em 2019, para 130,4 mil em 2026, aumento de 45,3%.

O fortalecimento da atividade industrial também contribuiu para o crescimento da economia amazonense. Em 2025, o produto interno bruto (PIB) estadual chegou a R$ 187 bilhões, alta de 73% em relação aos R$ 108,1 bilhões registrados em 2019. Para 2026, a estimativa é alcançar R$ 202 bilhões. O estado também encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego dos últimos 13 anos e mais de 163 mil empregos com carteira assinada.

Além da defesa do polo industrial, Lima destacou a necessidade de criar novas oportunidades econômicas a partir das riquezas da floresta. Ele citou o beneficiamento do couro do pirarucu e do jacaré, a castanha e as essências do pau-rosa como exemplos de produtos que podem receber valor agregado dentro do Amazonas, gerando emprego e renda principalmente para a população do interior.

“A gente precisa trazer essas empresas para que elas não apenas comprem o produto in natura, mas instalem aqui suas linhas de beneficiamento. Precisamos criar infraestrutura, porque o empresário faz o cálculo da logística e precisa de energia de qualidade, internet e das condições básicas para garantir a viabilidade do empreendimento”.

Lima também relacionou a diversificação econômica à ampliação da infraestrutura energética. Ele destacou a quebra do monopólio do gás natural e a implantação de novos empreendimentos, como a primeira etapa do Azulão 950 e uma usina termelétrica no distrito industrial, com investimento aproximado de R$ 1,2 bilhão. Segundo ele, os projetos contribuíram para que o Amazonas passasse, pela primeira vez, a produzir mais energia elétrica do que consome.

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