Prefeitura interdita fábrica da Innova em Manaus após vazamento de gás
Com base em laudo da Defesa Civil, o Implurb interdita parcialmente a fábrica da Innova por riscos de segurança.
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 18/07/2026 às 11:16 | Atualizado em: 18/07/2026 às 11:16
A Prefeitura de Manaus deu um novo passo na resposta ao vazamento de monômero de estireno registrado no distrito industrial da ZFM (Zona Franca de Manaus) ao interditar parcialmente a unidade da Innova onde ocorreu o acidente nesta sexta (17 de julho).
A medida foi adotada pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), com base em laudo técnico elaborado pela Defesa Civil Municipal, que concluiu pela necessidade de restringir o acesso ao imóvel enquanto persistirem os riscos decorrentes do incidente.
Com a decisão, a retomada das atividades industriais na área afetada fica impedida. Apenas profissionais diretamente envolvidos na contenção do vazamento, na segurança e na eliminação dos riscos poderão entrar na unidade.
Trabalhadores dos demais setores, prestadores de serviço e visitantes permanecem proibidos de acessar o local.
Resposta mais dura
A interdição representa, até o momento, a medida administrativa mais severa adotada pelo poder público desde o início da emergência química que mobilizou bombeiros, órgãos ambientais, equipes de saúde e as defesas civis estadual e municipal.
Segundo a prefeitura, a decisão busca preservar a integridade dos trabalhadores, das equipes de emergência e da população enquanto prosseguem as ações de controle do vazamento e a eliminação dos riscos apontados pelos técnicos.
Esta é a primeira vez que um órgão público impede formalmente a retomada das atividades da empresa, evidenciando que, para o poder público, o episódio ainda não está encerrado e que a eliminação completa dos riscos é condição para a normalização da operação.
Fiscalização continua
A administração municipal informou que a Innova já havia sido autuada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), enquanto o Implurb acompanhava a evolução do cenário para decidir sobre medidas relacionadas à segurança da edificação. A interdição parcial decorre justamente dessa avaliação técnica integrada.
Série do BNC Amazonas
A decisão amplia a sequência de medidas adotadas após o acidente, que já provocou a paralisação de empresas do polo industrial da Zona Franca de Manaus, suspensão de aulas em escolas da região, atendimento de centenas de pessoas na rede de saúde e a abertura de investigações para apurar as causas e as responsabilidades pelo vazamento.
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Foto: Reprodução/redes sociais
