PF mira CEO do Grupo Fictor que tentou comprar o Master
Operação Fallax investiga fraudes de R$ 500 milhões contra a Caixa e cumpre prisões em três estados
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 25/03/2026 às 10:44 | Atualizado em: 25/03/2026 às 10:44
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25 de março), em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, a Operação Fallax para desarticular um esquema de fraudes contra a Caixa Econômica Federal.
O principal alvo é Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, suspeito de liderar um esquema que pode superar R$ 500 milhões.
“A organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos”, afirmou a PF. Funcionários de instituições financeiras eram cooptados para inserir dados falsos e viabilizar saques e transferências irregulares.
Além de Rafael de Gois, Luiz Rubini, ex-sócio do grupo, também é alvo de mandados. Os investigados podem responder por lavagem de dinheiro, corrupção, estelionato e gestão fraudulenta, com penas que somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
Crise e recuperação judicial
O Grupo Fictor enfrentava instabilidade desde que tentou adquirir o Banco Master em novembro de 2025, pouco antes da liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central.
Fictor Holding e Fictor Invest estão em recuperação judicial, com bloqueio recente de R$ 150 milhões para garantir pagamentos a operadoras de cartão de crédito.
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Foto: divulgação
