Por que a extrema direita espanhola odeia Lamine Yamal?
Craque vira alvo da extrema direita na Espanha ao comemorar gols exaltando seu bairro periférico e suas raízes.
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 19/07/2026 às 15:25 | Atualizado em: 19/07/2026 às 15:43
A extrema direita na Espanha nutre uma aversão profunda pelo jovem craque Lamine Yamal, da seleção do país.
O jogador se tornou um alvo de nacionalistas e xenófobos justamente pelo que representa dentro e fora de campo: a ascensão dos excluídos e a valorização de suas raízes.
Sempre que balança as redes, Yamal forma com as mãos o número “304”.
O gesto é uma referência ao final do código postal (08304) de Rocafonda, um bairro de classe trabalhadora e com grande concentração de imigrantes na Catalunha.
Grupos de extrema direita, tal qual a bolsonarista no Brasil, frequentemente tentam criminalizar e estigmatizar a região, mas o jogador faz questão de mostrar ao mundo o orgulho de pertencer ao local.
Filho de pai marroquino e mãe guineense, o atleta muçulmano desafia a narrativa racista simplesmente ao alcançar o topo do futebol mundial sem esconder quem é.
Yamal já se posicionou contra o racismo nos gramados e carrega nas próprias chuteiras as bandeiras da Espanha, do Marrocos e da Guiné Equatorial.
Os extremistas se incomodam com sua origem e identidade, mas, ironicamente, são forçados a aplaudir seu talento na seleção.
Para entender todos os detalhes dessa discussão, assista à análise completa no vídeo original do programa “Rolê ICL“.
Foto: Divulgação
