Um mês após naufrágio em Manaus, cinco pessoas ainda estão desaparecidas
Lancha com cerca de 80 passageiros afundou próximo ao Encontro das Águas; três mortes foram confirmadas e piloto segue foragido.
Publicado em: 13/03/2026 às 08:38 | Atualizado em: 13/03/2026 às 08:39
Um mês após o naufrágio da lancha de passageiros Lima de Abreu XV, cinco pessoas continuam desaparecidas no Rio Amazonas. O acidente ocorreu quando a embarcação, que saiu de Manaus rumo a Nova Olinda do Norte, afundou com cerca de 80 passageiros a bordo.
Até agora, três mortes foram confirmadas e dezenas de pessoas foram resgatadas após ficarem à deriva nas proximidades do Encontro das Águas.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, as buscas continuam sem prazo para encerramento. As equipes já percorreram cerca de 238 quilômetros pelo Rio Amazonas durante a operação.
Na quinta-feira (12), os bombeiros informaram que 21 militares, incluindo 12 mergulhadores, seguem mobilizados na ação. Drones e sonar também são usados para localizar possíveis vítimas no leito do rio.
Resgate e momentos de tensão
Logo após o acidente, embarcações que navegavam pela região ajudaram a socorrer passageiros que aguardavam resgate na água.
Vídeos gravados por sobreviventes mostram pessoas, incluindo crianças, usando coletes salva-vidas ou apoiadas em botes enquanto aguardavam ajuda.
Um dos episódios mais comentados foi o resgate de um bebê prematuro de apenas cinco dias, colocado dentro de um cooler para evitar contato direto com a água. A criança e a mãe foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico.
Testemunhas também relataram que passageiros chegaram a alertar o piloto sobre o banzeiro, ondas fortes comuns na região do encontro entre os rios Negro e Solimões.
Vítimas confirmadas
Entre os mortos estão Samila de Souza, de 3 anos, Lara Bianca, de 22 anos, e o cantor gospel Fernando Grandêz, de 39.
Samila e Lara foram encontradas poucas horas após o acidente. Fernando teve o corpo localizado três dias depois durante as buscas.
Piloto segue foragido
O piloto da lancha, Pedro José da Silva Gama, chegou a ser detido após o resgate, mas foi liberado após pagamento de fiança.
No dia seguinte ao acidente, a Justiça decretou sua prisão preventiva. Desde então, ele não foi localizado e é considerado foragido.
A empresa Lima de Abreu Navegações, responsável pela embarcação, afirmou que a lancha estava regularizada e informou que colabora com as investigações.
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Foto: divulgação
