Justiça afasta ‘prefeito tiktoker’ do cargo durante operação da PF

Rodrigo Manga (Republicanos) é investigado por supostas irregularidades em contratos com organização social

Justiça afasta 'prefeito tiktoker' do cargo durante operação da PF

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 06/11/2025 às 15:29 | Atualizado em: 06/11/2025 às 15:29

O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo por 180 dias nesta quinta-feira (6), por determinação da Justiça Federal, durante a segunda fase da operação Copia e Cola, conduzida pela Polícia Federal (PF).

A ação apura irregularidades na contratação de uma organização social sem fins lucrativos pela prefeitura e suspeitas de desvio de recursos públicos.

Com a decisão judicial, o vice-prefeito Fernando Neto (PSD) assume interinamente a administração municipal. Como informa o site Último Segundo.

De acordo com a PF, a operação desta quinta cumpre sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

Além disso, a Justiça também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens de alguns dos investigados, no valor total de R$ 6,5 milhões.

Leia mais

PF apreende fuzis, dinheiro e carro de luxo em operação contra prefeito tiktoker

Prefeito confirma afastamento

Conhecido nas redes sociais como o “prefeito tiktoker”, por publicar vídeos virais mostrando ações de sua gestão, Manga confirmou o afastamento em uma postagem nesta manhã.

“Incrível, me afastaram do cargo de prefeito”, escreveu ele em seu perfil, afirmando estar em Brasília para cumprir agenda oficial.

Até o momento, a defesa do prefeito não se manifestou oficialmente sobre as investigações.

O que é a operação Copia e Cola

A operação Copia e Cola foi deflagrada originalmente em 2024 e investiga supostas fraudes em contratos públicos firmados entre a Prefeitura de Sorocaba e uma organização social.

Ao mesmo tempo, as suspeitas incluem montagem de documentos, direcionamento de licitações e desvio de verbas destinadas a serviços públicos essenciais.

A PF informou que as investigações continuam e que novos desdobramentos podem ocorrer nos próximos dias.

Foto: Rodrigo Manga