Jimmy Cliff, lenda mundial do reggae, morre aos 81 anos
Ícone jamaicano deixou obra histórica, relação profunda com o Brasil e sucessos que marcaram gerações
Publicado em: 24/11/2025 às 15:42 | Atualizado em: 24/11/2025 às 15:43
Jimmy Cliff, um dos nomes mais influentes e celebrados da história do reggae, morreu nesta segunda-feira (24), aos 81 anos. A confirmação foi feita por sua esposa, Latifa Chambers, em publicação emocionada nas redes sociais.
“É com profunda tristeza que compartilho que meu marido, Jimmy Cliff, morreu devido a uma convulsão seguida de pneumonia. Agradeço à família, amigos, colegas artistas e colaboradores que compartilharam esta jornada com ele”, escreveu.
Latifa também se dirigiu aos milhões de fãs espalhados pelo mundo. “Por favor, saibam que seu apoio era a força dele ao longo de toda a carreira.
Ele realmente adorava o amor de cada um de seus fãs”, afirmou. Em seu comunicado, ela agradeceu ainda à equipe médica que acompanhou o artista e pediu respeito à privacidade da família.
“Jimmy, meu querido, descanse em paz. Seguirei seus desejos. Daremos outras notícias mais adiante”,
finalizou.
Pioneiro e referência do reggae mundial
Nascido na Jamaica, Jimmy Cliff se tornou um dos principais responsáveis por levar o reggae aos quatro cantos do planeta.
Considerado pioneiro do gênero, iniciou oficialmente sua carreira em 1967 com o álbum Hard Road to Travel, marcando o começo de uma trajetória que influenciaria gerações de artistas.
Ao longo das décadas, o músico lançou dezenas de discos e singles, explorando temáticas sociais, políticas e espirituais — características que moldaram sua arte e sua identidade.
Cliff conquistou dois prêmios Grammy, pelos álbuns Cliff Hanger (1985) e Rebirth (2012), além de realizar turnês internacionais que reforçaram seu status de lenda viva do reggae.
Relação especial com o Brasil
O Brasil sempre ocupou um lugar afetivo na vida de Jimmy Cliff. Em 1968, o artista participou do Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro, conquistando o público brasileiro desde então. Voltou várias vezes ao país para apresentações — em 1984, 1990, 1993 e 1998 — e chegou a morar tanto no Rio quanto em Salvador por alguns anos.
Cliff deixou um repertório marcado por canções de protesto e forte consciência social. Entre seus maiores sucessos estão “Reggae Night”, “Rebel in Me”, “We All Are One”, “Many Rivers to Cross”, “Vietnam” e a icônica interpretação de “I Can See Clearly Now”, de Johnny Nash.
Seu último álbum, Refugees, foi lançado em 2022, reafirmando sua vitalidade criativa mesmo na reta final da carreira.
A música jamaicana perde uma de suas vozes mais importantes. O mundo perde um artista cuja obra atravessou fronteiras, inspirou multidões e seguirá viva por gerações.
*Com informações da Agência Brasil.
Foto: Jimmy Cliff/Instagram
