El Niño é oficialmente confirmado e pode atingir intensidade histórica, alerta NOAA

Um El Niño forte pode afetar a agricultura, os reservatórios de água, a geração de energia, a ocorrência de queimadas e até o preço de alimentos em algumas regiões.

El Niño é oficialmente confirmado e pode atingir intensidade histórica, alerta NOAA

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 12/06/2026 às 07:25 | Atualizado em: 12/06/2026 às 07:25

A formação do El Niño, fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, foi confirmada pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), nessa quinta-feira (11).

Segundo a agência norte-americana, as condições já estão presentes e devem se intensificar durante o inverno de 2026-2027 no Hemisfério Norte. Como informa o g1.

A confirmação era aguardada por meteorologistas após meses de aquecimento gradual do Pacífico e de projeções que indicavam elevada probabilidade de desenvolvimento do fenômeno ainda no primeiro semestre deste ano. Em maio, a NOAA estimava em 82% as chances de formação do El Niño.

Com a consolidação do evento, a preocupação agora se concentra na sua intensidade. O boletim divulgado pela agência aponta 63% de probabilidade de que o fenômeno alcance níveis muito fortes, com potencial para figurar entre os maiores episódios registrados desde 1950.

O El Niño e a La Niña representam as duas fases do chamado ENOS (El Niño-Oscilação Sul). O El Niño é caracterizado pelo aumento de pelo menos 0,5°C na temperatura das águas do Pacífico Equatorial, enquanto a La Niña corresponde ao resfriamento dessas mesmas águas.

O fenômeno costuma ocorrer em intervalos de dois a sete anos, tem duração média de cerca de doze meses e influencia diretamente o clima global, contribuindo para o aumento das temperaturas e alterando padrões de chuva e seca em diversas regiões do planeta.

Preocupação

Ainda conforme a publicação, a chegada do El Niño também preocupa porque o planeta já está mais quente por causa das mudanças climáticas.

Assim, o fenômeno, sozinho, não causa o aquecimento global. Ele é uma variação natural do sistema climático. Mas, quando ocorre em um mundo já aquecido, pode reforçar extremos de calor, seca e chuva intensa.

É por isso que os cientistas acompanham tão de perto a evolução deste evento e há grande chance de que ele se estabeleça com forte intensidade.

“Há 63% de probabilidade de um El Niño muito forte durante o período de novembro a janeiro, que se classificaria entre os maiores eventos El Niño já registrados historicamente, desde 1950”, afirma a NOAA.

Um El Niño forte pode afetar a agricultura, os reservatórios de água, a geração de energia, a ocorrência de queimadas e até o preço de alimentos em algumas regiões.

Contudo, ainda não é possível dizer, porém, se o fenômeno confirmado agora será um “super El Niño”. O termo não é uma categoria científica oficial, mas costuma ser usado para descrever eventos muito intensos, como os registrados em 1982-83, 1997-98 e 2015-16.

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Foto: Climate Reanalyzer/NOAA