Brasil se desculpa pelas mortes de Bruno e Dom na Amazônia

Em homenagem aos defensores da Amazônia, ministro Sidônio Palmeira reconhece discursos de ódio de 2022 e reafirma combate ao crime organizado na região

Sobre caso Dom e Bruno: grupo vai proteger membros da Univaja

Publicado em: 11/06/2026 às 19:49 | Atualizado em: 11/06/2026 às 19:49

O governo Lula (PT) pediu desculpas às famílias do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips pelos discursos de ódio e ataques difamatórios que eles sofreram após o desaparecimento e assassinato, em 2022, no Vale do Javari, no Amazonas.

A declaração foi feita pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, durante a cerimônia de homenagem aos dois defensores da Amazônia e de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação, realizada nesta quarta-feira (11), em Brasília.

Segundo o ministro, o pedido de desculpas representa um compromisso assumido pelo Estado brasileiro junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em seu discurso, Sidônio destacou o legado de Bruno Pereira e Dom Phillips na defesa dos povos indígenas, do meio ambiente e da liberdade de imprensa.

Ele também reafirmou o compromisso do governo com os direitos humanos e com o combate ao crime organizado na Amazônia.

Leia mais

Viúvas de Bruno e Dom recebem homenagem especial do governo

O ministro lembrou que Dom Phillips foi morto enquanto realizava reportagens sobre os desafios enfrentados na região e que Bruno Pereira atuava em apoio aos povos indígenas do Vale do Javari.

Sidônio ainda ressaltou a participação das comunidades indígenas e da imprensa local na busca pelos dois e na divulgação de informações sobre o caso.

A cerimônia também marcou a divulgação dos vencedores da primeira edição do concurso de jornalismo criado em homenagem aos dois, iniciativa voltada à valorização da comunicação em defesa do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Foto: reprodução/redes sociais