Brasil e Índia avançam em acordo estratégico sobre minerais críticos
Lula e Narendra Modi discutem cooperação para reduzir dependência da China e ampliar comércio bilateral para US$ 20 bilhões até 2030
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 21/02/2026 às 11:49 | Atualizado em: 21/02/2026 às 11:49
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente do Brasil, Lula da Silva, mantiveram negociações neste sábado (21), em Nova Délhi.
O foco é a ampliação da cooperação em minerais críticos, incluindo terras raras. Ou seja, insumos estratégicos para a indústria de alta tecnologia. A informação é do Uol.
Os minerais são essenciais para a produção de veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados.
O Brasil detém as segundas maiores reservas globais desses recursos, enquanto a Índia busca reduzir sua dependência de fornecedores dominados pela China, investindo na expansão da produção interna, na reciclagem e na diversificação de parceiros comerciais.
A parceria com o Brasil é considerada estratégica por Nova Délhi, especialmente diante do cenário geopolítico que envolve a disputa por cadeias globais de suprimento de minerais essenciais à transição energética e à indústria de defesa.
Lula desembarcou na capital indiana na quarta-feira, à frente de uma comitiva formada por ministros e empresários brasileiros, para participar de uma cúpula global sobre inteligência artificial.
Neste sábado, o presidente foi recebido com cerimônia oficial, prestou homenagens a Mahatma Gandhi e, em seguida, reuniu-se com Modi para discutir as perspectivas de colaboração bilateral.
Durante o encontro, os dois líderes devem assinar um memorando de entendimento voltado à cooperação em minerais críticos e tratar da ampliação das trocas comerciais entre os países. Em 2025, o comércio bilateral já superou US$ 15 bilhões.
Sobretudo, o Brasil é atualmente o maior parceiro comercial da Índia na América Latina. Os dois governos estabeleceram a meta de elevar o fluxo comercial para US$ 20 bilhões até 2030, consolidando uma relação que ganha peso estratégico em setores ligados à inovação, energia limpa e tecnologia de ponta.
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Foto: Ricardo Stuckert / PR
