Limite de gastos das campanhas a presidente é de R$ 133 milhões

Valor não teve reajuste em relação a 2022 e inclui despesas dos dois turnos; candidatos que ultrapassarem o limite podem ser multados

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Publicado em: 23/07/2026 às 17:50 | Atualizado em: 23/07/2026 às 17:50

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu em R$ 133 milhões o limite de gastos para candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O valor é o mesmo estabelecido para a disputa de 2022.

No primeiro turno, cada candidato poderá gastar até R$ 88,9 milhões. Quem avançar para o segundo turno terá mais R$ 44,4 milhões disponíveis, dentro do teto total.

O TSE também estabeleceu limites para as campanhas de governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais. Em São Paulo, por exemplo, os candidatos ao governo poderão gastar até R$ 26,6 milhões no primeiro turno e R$ 13,3 milhões no segundo.

Os recursos integram as regras de financiamento eleitoral, enquanto o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) terá R$ 4,9 bilhões para distribuição entre os 30 partidos que participarão das eleições.

Despesas com viagens, contratação de serviços, produção de vídeos e realização de comícios estão entre os gastos submetidos à fiscalização da Justiça Eleitoral.

Quem ultrapassar o limite poderá pagar multa de até 100% sobre o valor excedente e ainda responder por eventual abuso de poder econômico. A fiscalização será feita por meio da prestação de contas apresentada por partidos e candidatos.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. O segundo turno, se necessário nas disputas para presidente e governador, ocorrerá em 25 de outubro.

Com informações da Agência Brasil.

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo