Câmara põe Eduardo Bolsonaro na lista de caloteiros, mas poupa mandato
Deputado é cobrado por ausências não justificadas
Publicado em: 28/10/2025 às 22:24 | Atualizado em: 28/10/2025 às 23:19
A Câmara dos Deputados incluiu o nome de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na lista de devedores da União (Cadin) por faltas sem justificativa, que somam R$ 13,9 mil em débitos, mas não aplicou nenhuma penalidade ao mandato do parlamentar.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro estava nos Estados Unidos durante as ausências registradas em março e já acumula 40 faltas em 55 sessões neste ano, índice que poderia levar à perda do cargo.
Apesar da cobrança, a Câmara limitou-se a informar a dívida à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), sem abrir processo disciplinar.
O gabinete do parlamentar foi notificado em agosto, mas o boleto de cobrança venceu em outubro, levando à inscrição no Cadin.
A Câmara informou que comunicará o caso à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que avaliará a inclusão da dívida na Dívida Ativa da União.
A cobrança segue determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que ordenou providências sobre o uso de recursos públicos durante a estadia do deputado fora do país.
Além disso, o parlamentar é alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa, junto com o blogueiro Paulo Figueiredo Filho, de tentar interferir no julgamento da ação penal sobre a trama golpista de 2022. Se condenado, ele pode pegar até 6 anos e 8 meses de prisão por coação no curso do processo.
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
