Choque no MP: Gaeco prende, chefe quer soltar, promotores se demitem

Pedido de saída de agentes que combatem o crime organizado é em massa.

Publicado em: 12/01/2026 às 13:16 | Atualizado em: 12/01/2026 às 13:17

Um racha interno expôs a crise no Ministério Público do Maranhão. Dez promotores do Gaeco pediram exoneração coletiva após a cúpula da instituição defender a soltura de políticos investigados.

Os pedidos chegaram no domingo (11) ao procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, e reúnem assinaturas de integrantes dos núcleos de São Luís, Imperatriz e Timon.

Segundo os promotores, a posição do comando do MP contraria a análise técnica construída ao longo da investigação, que apura o desvio de cerca de R$ 56 milhões em recursos públicos no município de Turilândia.

O grupo sustenta que o Judiciário decretou as prisões preventivas com base em provas consistentes. Além disso, as medidas buscavam proteger a investigação, impedir novos crimes e evitar interferência.

No fim de dezembro, a operação Tântalo II levou à prisão do prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, da primeira-dama Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, da vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça, além de vereadores, empresários e um pregoeiro.

As apurações indicam crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, relacionados à gestão do ex-prefeito José Paulo Dantas Filho, conhecido como Paulo Curió.

Após a exoneração coletiva, Danilo José de Castro Ferreira divulgou nota pública. Ele afirmou que o MPMA atua dentro da Constituição e defendeu o uso de medidas cautelares alternativas à prisão quando consideradas suficientes e proporcionais.

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Foto: divulgação/MPMA

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