Prefeito de Maraã não paga 13º da saúde há anos, MP investiga
Promotoria investiga a falta de cumprimento do direito trabalhista
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 17/11/2025 às 10:49 | Atualizado em: 17/11/2025 às 10:49
O não pagamento do 13º salário para funcionários públicos da área da saúde pelo prefeito de Maraã, Pastor Edir (União Brasil), é alvo de investigação instaurada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM).
A medida foi assinada pelo promotor de Justiça Marcos Túlio Correia Júnior.
A investigação decorre de uma denúncia anônima reportando o não repasse do direito trabalhista e gratificação natalina do 13º salário a enfermeiros, fisioterapeutas e biomédicos.
“Segundo a denúncia que o Ministério Público recebeu, há muitos anos não é paga essa verba aos profissionais de enfermagem, fisioterapia e biomedicina ligados à Secretaria de Saúde, na cidade de Maraã. Apesar de existir a dotação orçamentária, a prefeitura não paga a essas classes de profissionais, desrespeitando a Constituição federal”, afirmou o promotor.
Diante da gravidade das alegações, o MP determinou que a prefeitura, a secretaría e o hospital municipal prestem informações e enviem documentos imprescindíveis para a apuração da situação relatada.
A promotoria determinou que o prefeito, no prazo de 15 dias:
– justifique oficialmente o motivo do não pagamento da gratificação;
– encaminhe a relação completa de todos os enfermeiros, fisioterapeutas e biomédicos que prestam serviço público na cidade;
– os comprovantes de pagamento do 13º referente aos anos de 2022, 2023 e 2024;
– e, caso existam valores pendentes, o cronograma para a quitação.
A direção do hospital também deve encaminhar a lista dos profissionais de enfermagem, fisioterapia e biomedicina que atuam na unidade e os comprovantes correspondentes aos mesmos anos.
Já a secretaria deve encaminhar informações detalhadas sobre a situação do pagamento aos profissionais de saúde; a relação nominal dos funcionários e os anos com os valores a receber; as justificativas técnicas e administrativas para o não repasse e uma planilha demonstrando o impacto financeiro do pagamento integral do 13º salário a todos os profissionais.
O despacho ressalta que a retenção indevida de verbas salariais pode caracterizar ato de improbidade administrativa, e o descumprimento das requisições ministeriais pode ocasionar o ajuizamento de ação civil pública e responsabilização pessoal dos gestores notificados, em decorrência dos prejuízos causados ao erário e aos servidores.
Foto: Arthur Castro
