Ibama classifica pirarucu como invasor e gera reação na piscicultura
Nova norma levanta temor de restrições fora da Amazônia e acende alerta sobre insegurança jurídica no setor.
Publicado em: 23/03/2026 às 10:58 | Atualizado em: 23/03/2026 às 11:01
A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu como espécie exótica invasora fora de sua área natural provocou reação na piscicultura.
A medida foi formalizada na Instrução Normativa nº 7/2026 e já levanta preocupação entre produtores.
Considerado estratégico para o setor, o pirarucu tem produção consolidada em vários estados. Em 2024, o Brasil produziu 1,7 milhão de quilos, segundo o IBGE.
Com a nova classificação, produtores temem restrições à criação e à comercialização fora da região amazônica.
O presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, criticou a decisão:
“A decisão causa grande preocupação, especialmente pela ausência de diálogo em um tema tão sensível. O pirarucu é estratégico para a piscicultura brasileira, com forte potencial de geração de renda e desenvolvimento regional”.
Segundo ele, a medida cria um “paradoxo regulatório”, já que políticas públicas anteriores incentivaram a produção do peixe em diferentes regiões.
Outro ponto de alerta é o risco de insegurança jurídica e possível impacto em outras espécies cultivadas, como tilápia e tambaqui.
O setor defende a revisão da norma e maior participação do Ministério da Pesca nas discussões.
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Foto: divulgação
