Repúdio do Brasil ao TariFlávio dos EUA expõe falácias de Trump
Governo rebate sanções, defende legalidade do Pix, proteção à floresta e aponta superávit comercial bilionário dos EUA
Publicado em: 16/07/2026 às 20:07 | Atualizado em: 16/07/2026 às 20:17
Em nota oficial de defesa no âmbito da seção 301, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio desconstruíram as justificativas norte-americanas, apontando os graves prejuízos que as medidas unilaterais trazem à exportação e ao comércio digital nacional.
Segundo os dados apresentados em nota distribuída à imprensa neste dia 16 de julho, não há base legal ou multilateral que sustente a taxação.
As estatísticas do próprio governo norte-americano revelam que, nos últimos 15 anos, os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil, evidenciando que a retórica protecionista ignora a vantagem histórica na balança comercial.
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Manifestação do Brasil
Abaixo, a refutação aos principais pontos levantados pelas autoridades americanas:
Comércio digital e a expansão do Pix
A defesa rechaça a narrativa de que o país impõe barreiras a empresas estrangeiras.
As regras do ambiente digital são transparentes e não discriminatórias.
O sucesso de inovações como o Pix demonstra a força da inclusão financeira no país, formando um ecossistema onde empresas americanas operam livremente e expandem sua presença.
As decisões do STF aplicam-se a todas as big techs e corporações, visando proteger o consumidor e a soberania dos dados.
Prejuízos infundados à exportação madeireira
O argumento de concorrência desleal é duramente rebatido.
O Brasil detém apenas 0,65% do mercado mundial de madeira tropical, produto utilizado em painéis que não compete diretamente com os pinheiros das florestas temperadas americanas.
A cadeia de exportação passa por rigorosas inspeções do Ibama e da Receita Federal.
O governo assegura não haver hipótese de exportação de madeira ilegal, tornando a sobretaxa na indústria um bloqueio arbitrário.
Proteção ambiental e queda no desmatamento
O governo comprovou a redução superior a 50% nos índices de degradação florestal na região amazônica a partir de 2023.
Ao reforçar o monitoramento por satélite e punir ilícitos, o país reverteu os retrocessos da gestão passada.
O atual incentivo ao crédito rural está ligado a critérios de conservação ambiental, enfraquecendo a narrativa de que o estado fomenta a degradação para baratear custos.
Tarifas preferenciais e o escopo do Mercosul
Sobre as críticas aos acordos com Índia e México, o país reiterou que as negociações seguem estritamente as diretrizes da OMC.
Os EUA, que mantêm um tratado muito mais abrangente com o próprio México, tentam penalizar o Brasil por parcerias de escopo limitado.
A maioria dos produtos americanos já entra no mercado nacional com tarifas zeradas ou reduzidas, o que escancara a contradição da nova política de Washington.
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Foto: reprodução/YouTube CNN
