Estreito de Ormuz: Irã pode utilizar golfinhos contra bloqueio dos EUA
Possível uso de golfinhos com explosivos e ataques a cabos submarinos ampliam riscos militares, tecnológicos e econômicos em Ormuz
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 02/05/2026 às 17:07 | Atualizado em: 02/05/2026 às 17:07
A crescente tensão no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, ganhou um novo e preocupante capítulo.
Segundo reportagem do The Wall Street Journal, o Irã pode recorrer ao uso de golfinhos treinados e equipados com minas explosivas em possíveis ataques contra navios.
Dessa maneira, sinalizando uma escalada militar com o emprego de táticas pouco convencionais. Como divulgou a Revista Sociedade Militar.
A revelação surge em meio ao aumento da pressão internacional sobre o país, especialmente com a intensificação do bloqueio econômico liderado pelos Estados Unidos.
Especialistas avaliam que o uso de animais em operações ofensivas representaria uma mudança significativa em relação a programas militares históricos, que tradicionalmente utilizavam mamíferos marinhos para fins defensivos, como a detecção de minas.
Além do campo militar, o alerta se estende à infraestrutura global. O Irã também indicou a possibilidade de atingir cabos submarinos de telecomunicações, o que poderia comprometer o tráfego de internet em escala internacional.
Desse modo, uma ação desse tipo elevaria o conflito a um novo patamar, com impactos diretos não apenas na segurança, mas também na economia digital global.
O relatório também aponta que o país considera ampliar o uso de submarinos em operações estratégicas, reforçando seu arsenal diante das restrições impostas pelo cenário geopolítico.
Para analistas, essas movimentações refletem uma tentativa de compensar limitações econômicas com estratégias assimétricas, aumentando, por outro lado, o risco de confrontos diretos na região.
Responsável por uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo, o Estreito de Ormuz permanece no centro das atenções internacionais, enquanto a comunidade global acompanha com preocupação a possibilidade de um agravamento do conflito.
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Foto: divulgação/WANA
