MEC lança protocolo para combater violência contra mulheres
Iniciativa prevê acolhimento às vítimas, formação da comunidade acadêmica e ações estruturais em universidades e institutos federais
Da Redação do BNC Amazonas*
Publicado em: 29/03/2026 às 11:47 | Atualizado em: 29/03/2026 às 11:47
O Ministério da Educação (MEC) anunciou a implementação de um Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres nas instituições de ensino superior e profissional em todo o país.
A medida integra um conjunto de ações do Governo do Brasil voltadas à promoção de ambientes acadêmicos mais seguros, inclusivos e respeitosos.
De acordo com o MEC, universidades e institutos federais são espaços estratégicos na produção de conhecimento e na formação cidadã, reunindo milhares de mulheres em funções essenciais como docentes, pesquisadoras, gestoras, técnicas e estudantes.
Dessa maneira, o novo protocolo busca garantir que essas trajetórias sejam desenvolvidas com dignidade e segurança.
A iniciativa prevê a realização de formações para toda a comunidade acadêmica, além da criação e fortalecimento de mecanismos institucionais de prevenção à violência de gênero, acolhimento às vítimas e responsabilização de agressores.
As ações fazem parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, desenvolvido em parceria com o Ministério das Mulheres.
A implementação será coordenada por órgãos como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica e a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais.
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Universidades
Nas universidades federais, o protocolo prevê a criação ou ampliação de estruturas permanentes, como núcleos de acolhimento, orientação jurídica e serviços de apoio dentro e fora dos campi. Essas estruturas atuarão de forma integrada com as ouvidorias, ampliando a capacidade de registro e acompanhamento de denúncias.
Outro eixo da política envolve campanhas educativas e programas de formação continuada para estudantes, professores e técnicos administrativos, com foco na prevenção ao assédio e na disseminação de informações sobre direitos e canais de denúncia.
Além disso, o MEC aposta no fortalecimento da produção científica sobre violência de gênero, incentivando pesquisas, projetos de extensão e iniciativas que contribuam para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
Como parte das medidas estruturais, o ministério também anunciou a criação de 40 cuidotecas em universidades federais, espaços voltados ao cuidado de crianças de estudantes e servidoras, inclusive no período noturno. A iniciativa busca ampliar a permanência de mulheres no ensino superior.
Institutos federais
Nos institutos federais, o protocolo prevê ações semelhantes, como a implementação de canais institucionais de atendimento às vítimas e a promoção de atividades de sensibilização sobre igualdade de gênero.
Entre as políticas associadas, está a ampliação do programa Mulheres Mil, que oferece qualificação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa já disponibilizou mais de 127 mil vagas em centenas de municípios, com o objetivo de promover autonomia econômica, geração de renda e redução da violência doméstica.
O acordo entre o MEC e o Ministério das Mulheres também prevê incentivo à participação feminina em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, ampliando oportunidades de formação e inserção profissional.
*Com informações do Ministério da Educação
Foto: Fábio Nakakura/MEC
