Hermasa e porto Chibatão alavancam crescimento portuário da região Norte
Região liderou crescimento portuário, em janeiro, com alta de 42,1%. Movimentação alcançou 11,5 milhões de toneladas, a maior do pais
Da Redação do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 27/03/2026 às 10:52 | Atualizado em: 30/03/2026 às 19:07
A região Norte registrou o maior crescimento portuário do país, em janeiro de 2026, com alta de 42,11% na movimentação de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior.
Superou por exemplo, as regiões Sul e Sudeste onde estão o porto de Santos, do Rio de Janeiro e Paranáguá, no estado do Paraná.
O desempenho da região Norte foi puxado tanto por portos públicos quanto por terminais privados.
Entre os terminais privados, destacaram-se o terminal Trombetas, no Pará, com crescimento de 29,94%, e dois terminais no Amazonas: o Graneleiro Hermasa, em Itacoatiara, com alta de 18,82%, e o Porto Chibatão, em Manaus, que cresceu 34,73%.
Ao todo, foram movimentadas 11,5 milhões de toneladas, desempenho superior ao das demais regiões brasileiras. Os números são do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq).
O crescimento foi impulsionado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 8,4 milhões de toneladas, com avanço de 53,23%. Também registraram alta os contêineres, com 1,1 milhão de toneladas (+31,14%), e os granéis líquidos, que alcançaram 1,4 milhão de toneladas (+8,78%).
Para o ministro Silvio Costa Filho, esse desempenho reflete uma mudança estrutural na logística brasileira.
“O crescimento dos portos do Norte mostra que o Brasil está avançando na diversificação de suas rotas de escoamento. Com mais eficiência, menor custo logístico e proximidade com mercados internacionais, a região se consolida como eixo estratégico para o desenvolvimento econômico do país”, afirmou.
Soja e milho lideram
Entre os principais produtos movimentados, soja e milho lideraram o desempenho. A soja somou 2,2 milhões de toneladas, com crescimento de 192,47%, enquanto o milho alcançou 2,6 milhões de toneladas, alta de 112,17%. Juntas, as duas commodities representam mais de 40% de toda a carga movimentada na região.

Outros destaques incluem a bauxita, com 2,2 milhões de toneladas (+21%), e a carga em contêineres, que também apresentou crescimento relevante (+31,14%). O desempenho acompanha o avanço da safra e a ampliação do uso dos portos do Norte como rota preferencial para exportações.
Exportações em alta
O comércio exterior foi um dos principais motores do resultado. As exportações cresceram 66,56% em janeiro, enquanto as importações registraram aumento de 4,61%. O avanço reforça a vocação exportadora da região e sua importância para a balança comercial brasileira.
Na navegação de longo curso (entre portos de diferentes países), a movimentação atingiu 4,6 milhões de toneladas, com alta de 43,9%. Já a cabotagem (entre portos do país) movimentou 1 milhão de toneladas, crescimento de 17,24% no período.
Portos públicos e privados
Entre os destaques dos portos públicos estão Santarém (PA) e o Terminal de Vila do Conde (PA), com cerca de 1,6 milhão de toneladas cada.
Os terminais privados tiveram papel decisivo no desempenho portuário da região Norte, concentrando a maior parte da movimentação, com cerca de 7,7 milhões de toneladas, aproximadamente dois terços do total.
Entre os principais destaques estão o Terminal Trombetas (PA), com cerca de 1,0 milhão de toneladas, o Terminal Graneleiro Hermasa (AM), com 0,98 milhão, e o Porto Chibatão (AM), com 0,76 milhão, todos com crescimento relevante no período.
Escoamento de grãos
Com operações voltadas principalmente ao escoamento de granéis sólidos, que somaram 5,5 milhões de toneladas e cresceram 57,49%, esses terminais impulsionaram as exportações de commodities como soja, milho e bauxita, que lideraram as cargas.
O avanço também está diretamente ligado ao crescimento do longo curso, que aumentou 45,07%, e das exportações, que registraram alta de 57,08%
Quando se observa apenas os portos públicos, a movimentação chegou a 3,8 milhões de toneladas, com crescimento de 50,24%, reforçando o papel dessas estruturas na dinâmica logística regional.
*Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos
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Foto: divulgação/Chibatão
