Arcebispo emérito diz que Igreja orienta sociedade a escolher representantes honestos
Durante roda de conversa em Manaus, dom Luís Souza Vieira afirmou que a Igreja orienta os eleitores, por meio da cartilha da CNBB, a escolher candidatos honestos, preparados e comprometidos com o bem comum, rejeitando a compra de votos e o populismo.
Wilson Nogueira, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 13/07/2026 às 04:42 | Atualizado em: 13/07/2026 às 04:42
O arcebispo emérito de Manaus, dom Luís Souza Vieira, disse ontem que a Igreja Católica age para conscientizar a sociedade a escolher representantes políticos que tenham capacidade de liderança, visão de gestão pública e honestidade.
Ele participou nesse sábado (11/7), no miniauditório da Livraria Valer Teatro, da roda de conversa com a missionária Nádia Vettori, que atuou 29 anos no Amazonas e 14 anos no Maranhão e hoje vive na Itália, sua terra natal.
“Esse é o segredo. Aí, então, encontraremos a saída para o nosso estado. Agora, se só formos atrás de populismo e politicagem, aí, não encontraremos solução. Temos que ajudar o nosso povo a entender isso”, afirmou dom Luís.
O religioso recomenda que os leitores não votem em candidatos que compram votos, porque essa prática tem consequências nocivas para a sociedade e para a democracia.
“As pessoas que colocamos nos governos, nas prefeituras, no legislativo têm que ser capacitadas e honestas. Só assim encontraremos solução para a situação em que vivemos”,
reafirmou do Luís.
Ele reafirmou ainda que a Igreja orienta a sociedade a escolher os seus candidatos no período eleitoral, por intermédio da cartilha das eleições da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que é, costumeiramente, abordada nas missas e outras atividades religiosas e sociais.

“Temos que difundir e fazer o pessoal conhecer. É esse o caminho. Não há outro não. Não vamos atrás de sonhos para se tornarem realidade que fica muito complicado”, aconselho o bispo.
Tudo para dar certo
Para dom Luís, o estado do Amazonas tem tudo para dar certo, “mas, infelizmente, não entendemos a nossa cultura e a nossa situação [social]” e, assim, “não encontramos soluções nossas para problemas nossos”.
“Às vezes importamos ideias e ideologias de outros lugares e o Amazonas vai ficando para trás. O que temos de riqueza é muito grande. Mas, antes, precisamos saber como lidar com isso. E o que está faltando é gente de visão, que venha propor soluções que venham em benefício da nossa gente”, comentou.
O arcebispo lembrou que a floresta e a ecologia, apresentadas pelo capitalismo como riquezas a serem exploradas, devem, primeiramente, estar juntos da pessoa humana. E acrescentou:
“Precisamos pensar muito nessa questão, porque temos muitos povos na região amazônica. Não são somente os descendentes de portugueses e italianos. Temos os povos indígenas. Então, precisamos pensar em projeto sério para o desenvolvimento da Amazônia com a ajuda das universidades e dos centros de pesquisa. Precisamos prensar seriamente: qual o futuro desejamos para a região?”.
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Fotos: Wilson Nogueira/especial para o BNC Amazonas
