Entre o partido e o governo: o dilema de Alfredo Nascimento
Decisão da direção nacional do PL por chapa puro-sangue expõe futuro das indicações feitas pelo presidente da legenda no Amazonas
Publicado em: 04/03/2026 às 10:17 | Atualizado em: 04/03/2026 às 11:47
Nos bastidores da política amazonense, a pergunta que circula com insistência nos corredores do poder é direta: Alfredo Nascimento perderá os cargos que negociou no Governo Wilson Lima após o PL decidir não se aliar ao governador nas eleições de outubro?
Alfredo, na condição de presidente estadual do PL, construiu pontes com o Palácio ao prometer apoio a Wilson Lima na disputa por uma vaga ao Senado. Esse é o destaque de hoje na Coluna do Cristo.
A sinalização de alinhamento abriu portas na administração estadual e garantiu espaços estratégicos à legenda. Ou seja, espaços esses que agora podem ficar sob risco com a mudança de rumo imposta pela direção nacional do partido, que optou por uma chapa puro-sangue neste ano.
Entre as posições sob influência de Alfredo está a presidência do fundo de previdência dos servidores estaduais, entregue ao próprio irmão, Evilázio Nascimento. O gesto, à época, foi interpretado como demonstração de força política e capacidade de articulação do dirigente liberal dentro do governo.
A coluna também destaca que no grupo liderado pelo senador e pré-candidato ao Governo Omar Aziz, a janela partidária abre espaço a deputada estadual Alessandra Campelo, atualmente no Podemos, e superintendente da Suframa, Bosco Saraiva.
Ainda sobre sobre o cenário político amazonense, a coluna diz que dois deputados federais da bancada do Amazonas buscam a sobrevivência. São eles os experientes: Átila Lins e Silas Câmara.
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Foto: Waldermar Barreto/Agência Senado
