Fernando Haddad sai da Fazenda, mas deixa nova e forte ZFM

A passagem de Haddad pela Fazenda deixou um legado importante para o Amazonas.

Fernando Haddad sai da Fazenda, mas deixa nova e forte ZFM

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 27/02/2026 às 07:50 | Atualizado em: 27/02/2026 às 07:55

A decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), de ceder aos apelos do presidente Lula da Silva e aceitar a missão de disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026 reorganiza o tabuleiro político nacional.

Desse modo, para o Amazonas, a iminente saída do principal fiador da política econômica do governo federal encerra um ciclo virtuoso e de intensa articulação com a Zona Franca de Manaus (ZFM).

Enquanto a capital federal volta as atenções para quem sucederá Haddad no controle dos cofres públicos, a classe política amazonense e o setor produtivo avaliam o saldo de sua gestão e os riscos futuros para a Zona Franca de Manaus (ZFM).

O palanque paulista e a saída da Fazenda

Nos bastidores de Brasília, a candidatura de Haddad já é tratada como prego batido. Relutante no início, o ministro acabou aceitando a convocação do PT para garantir um palanque forte para a reeleição de Lula no maior colégio eleitoral do país.

Assim, o movimento visa fazer frente ao grupo político do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da direita paulista.

Para assumir a candidatura, Haddad precisará deixar o Ministério da Fazenda nos próximos meses, transferindo a pesada caneta da economia — e a regulamentação final do sistema tributário — para um novo titular.

A relação com o Amazonas

A passagem de Haddad pela Fazenda deixou um legado importante para o Amazonas. Por exemplo, foi na gestão Haddad a última reforma tributária.

As mudanças no setor fortaleceram o modelo ZFM. Não por acaso, a reforma passou a ser ponto de referência do nascimento de uma nova, e ainda mais forte Zona Franca.

O que esperar do pós-Haddad?

Com Haddad voltando suas energias para os eleitores de São Paulo, o Amazonas entra em estado de alerta para a transição no Ministério da Fazenda.

A principal preocupação do Governo do Estado e das entidades do setor produtivo, especialmente as leis complementares que detalham o funcionamento dos novos impostos e o fundo de compensação da ZFM, não sejam desidratados pelo seu sucessor.

Assim sendo, a saída de Fernando Haddad tira de cena um interlocutor que, embora focado no arrocho fiscal, já havia sido convencido da importância geopolítica da Zona Franca. O desafio do Amazonas, agora, será reeducar o novo “dono do cofre” sobre as particularidades do Estado antes que a caneta mude de mão.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil