André Mendonça detalha destinação de lucros de instituto familiar
Magistrado afirma que dividendos de empresa especializada em cursos jurídicos são revertidos para instituições religiosas e obras sociais.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 20/02/2026 às 13:42 | Atualizado em: 20/02/2026 às 13:42
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, manifestou-se nesta semana sobre a gestão financeira e a finalidade dos lucros do Instituto Iter, empresa da qual sua família é sócia e que comercializa cursos na área jurídica.
Em vídeo repercutido pelo canal ICL e nas redes sociais, o magistrado detalhou que os recursos arrecadados possuem destinação específica voltada a compromissos de ordem pessoal e filantrópica.
Segundo a declaração do ministro, 10% dos dividendos do instituto são destinados ao pagamento do dízimo em instituição religiosa, enquanto os 90% restantes custeiam obras sociais.
A manifestação de Mendonça ocorre em meio ao debate institucional sobre a criação de um código de conduta no STF e após a divulgação de dados sobre o desempenho financeiro da empresa.
Faturamento e contratos
O faturamento do Instituto Iter tornou-se objeto de monitoramento pela mídia especializada em 2025.
Dados publicados pelo jornal O Estado de S. Paulo e repercutidos por veículos como o ICL e a Folhapress apontam que a empresa arrecadou aproximadamente R$ 4,8 milhões em contratos com órgãos públicos em um período de pouco mais de um ano, entre 2024 e 2025.
A empresa atua primordialmente na oferta de conteúdos jurídicos e acadêmicos, aproveitando a expertise técnica de seus fundadores.
Na nota divulgada pela defesa e nas declarações do ministro, reitera-se que não há impedimento legal para a participação em sociedades empresariais por parte de magistrados, desde que não exerçam funções de gerência ou administração direta, conforme as normas vigentes na magistratura.
A transparência sobre a destinação do lucro, segundo interlocutores do ministro, visa reforçar o caráter beneficente de sua participação societária e afastar eventuais questionamentos sobre conflitos de interesse na esfera pública.
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
