ZFM: Senai Amazonas mapeia cadeia nacional de refrigeração

Iniciativa de R$ 1 milhão busca eliminar gargalos técnicos e logísticos no polo industrial de Manaus, segundo maior centro produtor do mundo

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 09/02/2026 às 19:21 | Atualizado em: 09/02/2026 às 19:21

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Amazonas iniciou neste mês, via Instituto Senai de Inovação em Microeletrônica (ISI-AM), um mapeamento estratégico da cadeia produtiva de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração.

O projeto, orçado em R$ 1,07 milhão, ocorre em um momento crítico para o setor no polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM), que recentemente enfrentou incertezas regulatórias e logísticas.

Conforme antecipado pelo BNC Amazonas, a indústria local de ar-condicionado viveu um final de 2025 conturbado devido a impasses no processo produtivo básico (PPB).

A publicação de novas diretrizes interministeriais em 30 de dezembro de 2025 trouxe alívio temporário às fabricantes instaladas na ZFM, que agora buscam no mapeamento do Senai a base técnica para sustentar sua competitividade global.

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Gargalos logísticos

Para o diretor regional do Senai-AM, Rogério Pereira, o estudo é fundamental para viabilizar infraestruturas de certificação de produtos dentro do estado, reduzindo a dependência de laboratórios externos.

“Identificamos gargalos relevantes e estamos trabalhando para fortalecer a indústria nacional a partir da realidade do Amazonas”.

Élvio Dutra, gerente do Observatório da Indústria da Fieam (Federação da Indústria do Amazonas), disse que o setor de climatização de Manaus é o segundo maior do mundo, mas possui características logísticas específicas que exigem soluções customizadas.

O mapeamento, com duração de 18 meses, é realizado em cooperação com o Senai Paraná e conta com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Ministério de Minas e Energia.

Eficiência energética

A iniciativa também responde à pressão internacional por sustentabilidade. Segundo a ABDI, o setor é um eixo estruturante para a eficiência energética do país.

Com a análise integrada de aparelhos de ar-condicionado e compressores, o projeto pretende atrair novos investimentos e modernizar os processos fabris, garantindo que o “ar que sai de Manaus” continue a abastecer o mercado brasileiro com inovação e menor consumo elétrico.

Com informações da Fieam.

Foto: Divulgação/Senai