Concorrência aproveita ‘0’ da medicina da Fametro para ampliar críticas a Do Carmo

Nota do Enade vira munição política e expõe embate no ensino superior em meio à pré-campanha ao governo

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 31/01/2026 às 11:13 | Atualizado em: 31/01/2026 às 11:15

A divulgação das notas do Enade, pelo Ministério da Educação, colocou o curso de Medicina da Fametro, que recebeu nota 1, no centro de um embate público entre o empresário Waldery Areosa e a reitora da instituição, Maria do Carmo Seffair, pré-candidata bolsonarista ao Governo do Amazonas.

Dono do Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa), Areosa afirmou que o resultado confirma problemas estruturais do curso, especialmente a ausência de hospitais próprios para a formação prática dos estudantes.

“Medicina sem hospital não funciona. Não se ensina medicina apenas em sala de aula. Esses alunos são jogados à noite em hospitais, jovens, sem estrutura adequada. Isso é perigoso e o resultado está aí”, declarou.

O empresário também criticou o alto valor das mensalidades, em torno de R$ 10 mil, e afirmou que a baixa avaliação pode gerar profissionais sem preparo adequado.

“Vai acontecer o que já acontece com advogados que não passam na OAB. Médicos formados que não vão passar no exame da ordem da medicina”, disse.

Em resposta, Do Carmo classificou as declarações como “desleais” e destacou que a Fametro mantém nota 4 no Índice Geral de Cursos (IGC) há seis anos consecutivos.

A reitora ressaltou que alunos da primeira turma de Medicina já conquistaram aprovações em residências médicas pelo Brasil, contestando as acusações de baixa qualidade. Para ela, as críticas são motivadas pela sua posição de destaque no setor privado e suas ambições políticas.

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