Trump é desautorizado pelo Senado dos EUA pela invasão à Venezuela

Resolução limita uso da força militar e exige aval do Congresso para novas ações contra o país vizinho.

Publicado em: 09/01/2026 às 08:56 | Atualizado em: 09/01/2026 às 08:58

O Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução que tenta impedir novas ações militares na Venezuela sem autorização do Congresso.

O texto determina a interrupção do uso das Forças Armadas contra o país sul-americano sem aval legislativo prévio.

A proposta recebeu 52 votos favoráveis e 47 contrários, com apoio de cinco senadores republicanos.

O senador Tim Kaine, do Partido Democrata, apresentou a resolução e defendeu limites ao poder presidencial.

Segundo o texto, apenas uma declaração de guerra ou autorização específica pode legitimar ações militares futuras.

Kaine afirmou que apoia a captura de Nicolás Maduro, mas exigiu controle do Congresso sobre novos desdobramentos.

“As declarações do presidente deixam claro que os planos vão além de Maduro”, disse o senador antes da votação.

A oposição argumentou que a Constituição dos Estados Unidos exige aprovação parlamentar para atos de guerra.

A senadora republicana Susan Collins apoiou a resolução para reforçar o papel do Legislativo.

Ela afirmou que não aceita envolvimento militar prolongado sem autorização expressa do Congresso.

Apesar da aprovação, o texto ainda precisa passar novamente pelo Senado e pela Câmara dos Representantes.

Mesmo assim, a medida enfrenta a possibilidade de veto do presidente Donald Trump.

Após a votação, Trump reagiu nas redes sociais e atacou republicanos que apoiaram a proposta.

Segundo ele, a resolução enfraquece a segurança nacional e limita o papel do presidente como comandante-chefe.

Trump voltou a afirmar que a Lei dos Poderes de Guerra viola a Constituição dos Estados Unidos.

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