8 de Janeiro | Memória do golpe: plano de mortes, atentados e acampamentos

Três anos depois, investigações e condenações expõem a escalada golpista que culminou na invasão dos Três Poderes.

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Publicado em: 08/01/2026 às 11:06 | Atualizado em: 08/01/2026 às 11:07

A invasão das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, completou três anos como o ponto mais violento da tentativa de ruptura democrática no Brasil.

Naquele domingo, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) cruzaram bloqueios policiais e depredaram o Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O objetivo era explícito: forçar um golpe de Estado para derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recém-empossado após vitória eleitoral.

As investigações apontam que o ataque não surgiu de forma espontânea.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o plano começou a ser articulado ainda em 2021, após Lula recuperar os direitos políticos.

A estratégia previa ataques institucionais, deslegitimação das eleições e estímulo à desobediência a decisões do STF.

Após a derrota eleitoral de Bolsonaro, em outubro de 2022, a ofensiva ganhou corpo.

Grupos bolsonaristas bloquearam rodovias em todo o país, com mais de mil interdições mapeadas pela Polícia Rodoviária Federal.

Em seguida, surgiram acampamentos golpistas em frente a quartéis das Forças Armadas, em diversas capitais.

Mais de cem estruturas funcionaram como centros de mobilização, com destaque para o acampamento no Quartel-General do Exército, em Brasília.

De acordo com a denúncia da PGR, esses atos tiveram aval direto do então presidente.

A escalada avançou para a violência explícita em dezembro de 2022.

No dia da diplomação de Lula, manifestantes tentaram invadir a sede da Polícia Federal (PF) e incendiaram veículos na área central de Brasília.

Poucos dias depois, apoiadores de Bolsonaro planejaram um atentado a bomba no Aeroporto Internacional da capital.

O artefato falhou, mas as investigações apontaram intenção de provocar comoção social e justificar intervenção militar.

Os envolvidos foram condenados e, posteriormente, se tornaram réus no STF por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Apesar do forte esquema de segurança, a posse de Lula ocorreu sem incidentes em 1º de janeiro de 2023.

Uma semana depois, porém, o movimento golpista culminou na invasão e destruição da Praça dos Três Poderes.

Três anos após os ataques, o governo federal e o STF promovem atos de memória e defesa da democracia.

As cerimônias reforçam que o 8 de Janeiro não foi um episódio isolado, mas o ápice de uma trama organizada.

Saiba mais na Agência Brasil.

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