Tristeza domina venezuelanos que vivem no Brasil com invasão do país

Comunidade denuncia violação internacional, teme perda de soberania e vê futuro marcado por incertezas

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Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 07/01/2026 às 14:40 | Atualizado em: 07/01/2026 às 14:40

A invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, seguida por um vazio de poder, provocou tristeza e preocupação entre venezuelanos que vivem no Brasil, que veem a ação como violação do direito internacional e um processo de “recolonização” do país.

Em Roraima, o produtor audiovisual Benjamin Mast afirmou à Agência Brasil estar de “coração partido” e rejeitar a intervenção, que, segundo ele, representa a perda da soberania nacional.

“É muito triste sentir que meu país vai virar uma colônia. O Trump falou que vai manejar a Venezuela e não há nenhum estatuto legal internacional para isso”, declarou.

Além disso, Mast alerta para os impactos regionais da ação militar.

“A falta de soberania vai ter um preço muito alto não só para a Venezuela, mas para a América Latina em geral, essa invasão injustificada e ilegal”, disse.

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Dor, medo e divisão interna

No sul do país, a professora Livia Esmeralda Vargas González, da Unila, em Foz do Iguaçu, também condena a invasão e a classifica como estarrecedora. Para ela, o episódio representa a “materialização de um ato de intervenção prática e recolonização do meu país”.

“Me sinto profundamente triste. É uma dor que nem consigo nomear o nível e que reforça mais a nossa catástrofe, de uma situação de anos de fraturas”.

Além da dor simbólica, a professora demonstra preocupação com a situação concreta de seus familiares que permanecem na Venezuela. Segundo ela, a população enfrenta falta de energia e de itens básicos. Diante disso, questiona como será a vida “neste ambiente de incertezas, em que não se sabe se vai ser bombardeado mais uma vez”.

Enquanto isso, Mast destaca que a crise é agravada pela divisão interna da sociedade venezuelana, já que parte da população celebra a ação militar.

“Há uma questão dividida com essa crise que o Maduro causou”, afirmou, ao mesmo tempo em que reconhece o impacto das sanções econômicas e políticas impostas pelos EUA.

Por fim, o produtor prevê instabilidade política e aumento da violência em razão da polarização e do vazio de poder. Ele considera “muito forte” a imagem do transporte de Nicolás Maduro para os Estados Unidos e teme que uma nova administração favoreça interesses econômicos estrangeiros, sem enfrentar a questão social do país.

Em contrapartida, a técnica de informática Maria Elias, que vive no Brasil, diz não apoiar a invasão, mas demonstra satisfação com a saída de Maduro.

“O que interessa é a Venezuela renascer e voltar a ser produtiva como sempre foi”, afirmou.

Saiba mais em Agência Brasil.

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