Wilson Lima manda panetone a Bolsonaro, mas nega a Lula e Braga
Governador responde a “jogo do panetone” e expõe afinidades e distanciamentos. Candidata de Bolsonaro ficou no "talvez".
Adríssia Pinheiro, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 17/12/2025 às 10:45 | Atualizado em: 17/12/2025 às 10:47
Durante entrevista ao jornalista Ronaldo Tiradentes, no programa “Manhã de Notícias”, nesta quarta-feira (17 de dezembro), o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), topou participar de uma dinâmica descontraída, mas politicamente reveladora.
A proposta era simples: Lima deveria dizer se mandaria ou não um panetone de Natal a figuras da política local e nacional.
As respostas acabaram expondo alinhamentos, ruídos e gestos institucionais do governador no fim do ano.
Ele ainda não anunciou publicamente se será candidato ao Congresso em 2026 ou levará o mandato até o fim.
Bolsonaro
Ao citar Bolsonaro (PL), a quem só mais recentemente escancarou ser seguidor ideológico, Lima adotou um discurso, sem novidades, de defesa direta e alinhamento político.
“Com certeza, o que o presidente Jair Bolsonaro tem passado é uma injustiça. É algo cruel que estão fazendo com ele neste momento É o principal nome, é o nome que mais representa a direita e com certeza mandaria sim “.
Lula
O mesmo não ocorreu quando o nome do presidente da República, Lula da Silva (PT), foi colocado na mesa.
“Ahh…[risos]. É difícil responder, tenho respeito também pelo presidente Lula, mas, não”.
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Braga
O tom de divergência continuou quando o chamado foi o senador Eduardo Braga (MDB), candidato à reeleição e líder das pesquisas.
Lima escancarou um afastamento que vai além do campo ideológico.
“Não, aí não , a gente tem algumas divergências, tem algumas questões que eu não concordo, houve alguns momentos em que eu fui atacado pessoalmente. Eu não concordo. Respeito ele enquanto senador, enquanto a posição que ele ocupa, tem uma relevância para o estado do Amazonas, mas não mandaria o panetone”.
Relação direta
Ao falar de nomes com quem mantém relação mais direta no Amazonas, Lima adotou um tom de proximidade e normalidade institucional.
David Almeida, prefeito de Manaus
“Sim, claro, com certeza.”
Tadeu de Souza, vice-governador
“Sim, sim“.
Questionado sobre o momento da relação entre ambos, o governador reforçou:
“Tá tudo bem, tudo tranquilo.”
E, ao ser provocado sobre dividir um jaraqui, prato típico de Manaus, com seu vice, respondeu:
“Comeria, eu não tenho dificuldade com isso não, ô Ronaldo, eu vim do interior, meu irmão.”
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Omar Aziz, senador
Quando o nome citado foi o do senador Aziz, Lima fez questão de diferenciar divergência política de relação institucional.
“Sim, claro , tenho muito respeito pelo senador, apesar da gente caminhar por espectros diferentes da política, é alguém com quem a gente tem relações institucionais, foi importante na aprovação de algumas matérias e claro que sim”.
Aziz é, até o momento, favorito absoluto para sucedê-lo.
María do Carmo, candidata de Bolsonaro
Questionado sobre a bolsonarista Maria do Carmo Seffair (PL), o governador indicou cautela e indefinição quanto ao papel da possível candidata no cenário político.
“A gente está tentando entender ainda a Maria do Carmo, é um agente do processo político que se coloca aí à disposição, talvez eu mandaria um panetone”.
Veja, na íntegra, a entrevista
Foto: Alex Pazuelli/Secom
