Linguagem neutra no Amazonas vira caso de sindicância
A apuração foi determinada pelo governador Wilson Lima, porque a linguagem foi usada em evento patrocinado pelo estado.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 18/11/2025 às 07:07 | Atualizado em: 18/11/2025 às 07:07
O governador Wilson Lima (União) aproveitou episódio envolvendo verba pública do estado para reafirmar posicionamento de sua gestão contra o uso da linguagem neutra do Amazonas.
Isso porque um evento, com patrocínio do governo, usou flexões que se insurgem contra as regulares classificações de gênero com as letras “a” ou “o”. O “todes” é o exemplo mais famoso da linguagem neutra.
Contudo, bandeira do movimento LGBTQIA+, a linguagem é mais ampla. Geralmente, as flexõe substituem as terminações de gênero “o” e “a” por outras vogais, como “e” (ex: “todes”, “amigues”) ou “u” (ex: “elu”, “delu”), e também são usados símbolos como “@” ou “x” (ex: “todas”, “amigx”).
Posição oficial do governador
Mas o governador reagiu formalmente por meio de nota oficial e por vídeo. Nos dois casos, ao rechaçar a normalização da linguagem, Wilson mandou abrir sindicância para apurar o caso.
Ao mesmo tempo, ele reafirmou que a comunicação do governo do Amazonas, institucional, segue as normas da Língua Portuguesa e que “qualquer uso divergente será investigado e corrigido”.
Veja a nota
“Wilson Lima determina apuração sobre uso de linguagem neutra em evento vinculado ao Governo
O governador Wilson Lima determinou, nesta segunda-feira, a apuração imediata para identificar quem autorizou o uso do nome do Governo do Amazonas em um evento que empregou linguagem neutra. Segundo o governador, esse tipo de grafia não faz parte das diretrizes oficiais da administração estadual. Wilson Lima destacou que a comunicação institucional segue as normas da Língua Portuguesa e que qualquer uso divergente será investigado e corrigido. A medida busca assegurar o cumprimento das orientações adotadas por todos os órgãos do Estado”.
Críticas à linguagem neutra
Um dos críticos da linguagem neutro é o crítico Reinaldo Azevedo. Ele a considera uma armadilha que afasta as pessoas e é minoritária. Para Azevedo, a prática não é compreensível para a maioria da população e contraria a estrutura do português. Reinaldo Azevedo não utiliza a linguagem neutra e a vê como um erro estratégico.
Ele também acredita que a defesa da linguagem neutra, embora parta de uma motivação de luta por afirmação, acaba por isolar a causa e não integrar as pessoas.
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Foto: reprodução
