PF recomenda proteção a Mauro Cid e Moraes pede posição da PGR
A proteção ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro já havia sido pactuada no acordo de colaboração premiada firmado entre Cid e a PF
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 14/11/2025 às 15:44 | Atualizado em: 14/11/2025 às 15:49
A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que pode incluir o tenente-coronel Mauro Cid no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, como forma de garantir a segurança do militar e de seus familiares.
A avaliação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, que, por sua vez, remeteu a sugestão à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação em até cinco dias.
Conforme o site Notícias ao Minuto, a proteção ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro já havia sido pactuada no acordo de colaboração premiada firmado entre Cid e a PF.
Por exemplo, em um dos trechos do documento, o militar solicitava “ação da Polícia Federal visando garantir a segurança do colaborador e seus familiares”.
No despacho divulgado nesta sexta-feira (14), Moraes reproduziu o posicionamento da corporação: “A Polícia Federal, a seu turno, informou que, como ação indispensável à preservação da integridade física do réu e de seus familiares, revela-se possível a inclusão destes no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas”.
De acordo com a PF, o programa reúne um conjunto de medidas adotadas pela União para assegurar proteção e assistência a pessoas que estejam sob ameaça ou coação em razão de sua colaboração com investigações ou processos criminais. Podem ser incluídos vítimas, testemunhas e réus colaboradores que enfrentem risco grave decorrente da participação em procedimentos de apuração.
Mauro Cid foi condenado a dois anos de reclusão, em regime aberto, por participação no núcleo central da trama golpista. A eventual inclusão do militar no programa será analisada pela PGR antes de nova deliberação de Moraes.
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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
