COP-30: ‘Dinheiro do carbono não pode ficar só com multinacionais’
Ministro defende que recursos do mercado de carbono cheguem a catadores e comunidades da floresta
Publicado em: 10/11/2025 às 23:51 | Atualizado em: 10/11/2025 às 23:56
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu durante a abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), em Belém (PA), que os recursos gerados pelo mercado de carbono não beneficiem apenas grandes empresas, mas também trabalhadores da base, como catadores e comunidades da floresta.
“O dinheiro do carbono não pode ir só para empresas multimilionárias. Tem que chegar a quem realmente protege o meio ambiente”, afirmou.
A declaração ocorreu durante o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), principal iniciativa do governo Lula (PT) na conferência.
O fundo já reúne promessas de mais de US$ 5,5 bilhões em investimentos de países como Noruega, França, Portugal e Países Baixos.
Boulos destacou que o programa deve garantir retorno social e valorização dos agentes ambientais locais.
Segundo o ministro, o compromisso do governo federal é promover uma COP com participação popular e ‘mais justa’ na distribuição dos benefícios da economia verde.
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
