CPI do INSS: ministro de Bolsonaro admite que pegou dinheiro de empresário
Onyx Lorenzoni diz que não sabia de negócios do filho com investigados por fraudes
Publicado em: 06/11/2025 às 20:00 | Atualizado em: 06/11/2025 às 23:01
Durante depoimento à CPMI do INSS nesta quinta-feira (6), o ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, admitiu ter recebido R$ 60 mil do empresário Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, uma das entidades investigadas por fraudes em descontos indevidos em benefícios previdenciários.
O valor, segundo Onyx, foi uma doação eleitoral para sua campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2022, e ele afirmou que não conhecia o empresário à época.
Durante o depoimento, Lorenzoni reconheceu que as irregularidades com descontos associativos são problemas antigos, registrados desde 2010, e negou ter participado de qualquer esquema.
O ex-ministro também foi questionado sobre o fato de seu filho, o advogado Pietro Lorenzoni, ter prestado serviços a outra entidade sob investigação, o que ele negou configurar tráfico de influência.
Lorenzoni justificou que uma das primeiras medidas do governo Bolsonaro foi enviar ao Congresso a MP 871, que deu origem à Lei 13.846/2019, criada para combater fraudes e descontos irregulares.
Segundo ele, mudanças feitas pelo Congresso reduziram o rigor das verificações anuais das autorizações de desconto.
O ex-ministro negou envolvimento em irregularidades e afirmou que o INSS atua de forma autônoma, sem interferência direta do ministério.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que as declarações de Onyx serão confrontadas com documentos e outros depoimentos para apurar eventual omissão ou favorecimento durante sua gestão.
Com informações de Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil
