Lewandowski diz que não tratou de GLO no Rio com Lula
Presidente pode intervir com forças militares diante do massacre ordenado pelo governador
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 29/10/2025 às 13:43 | Atualizado em: 29/10/2025 às 13:43
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quarta-feira (29 de outubro) que a possibilidade de decretar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) não foi discutida na reunião com o presidente Lula da Silva no Palácio da Alvorada.
Segundo o ministro, o presidente ficou “estarrecido” com o número de mortes na megaoperação policial realizada ontem (28) no Rio de Janeiro. Lewandowski classificou a operação como “extremamente cruenta (com muito sangue derramado) e violenta” e acrescentou que Lula ficou surpreso com a falta de informações sobre a ação.
“É muito importante que se diga que a responsabilidade da segurança pública é dos governos estaduais”, afirmou o ministro.
Sobre a GLO, porém, Lewandowski explicou que se trata de uma “medida excepcionalíssima” prevista na Constituição, que permite o emprego das Forças Armadas quando as forças policiais locais são insuficientes.
“É algo exatamente complexo”, disse. “A intervenção deve ser primeiramente requerida pelo governador, e cabe apenas ao presidente Lula decidir pelo decreto.”
Além disso, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que a Superintendência da PF no Rio foi contatada, mas avaliou que a operação “não era razoável” e “não correspondia ao modo de atuação da Polícia Federal”.
Apesar disso, o governo federal disponibilizou vagas em presídios federais para líderes criminosos, bem como equipes da Força Nacional e institutos de perícia para auxiliar na identificação de corpos e na elucidação dos crimes.
Saiba mais em G1.
Leia mais
Massacre no Rio supera Gaza e expõe fracasso do governo bolsonarista
Foto: SCO/STF
