Manaus intensifica vigilância contra bebidas com metanol

Prefeitura inspeciona 20 estabelecimentos e encontra suspeita em apenas uma distribuidora, na zona leste.

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 09/10/2025 às 10:23 | Atualizado em: 09/10/2025 às 10:24

A Prefeitura de Manaus, por meio da Vigilância Sanitária (Visa Manaus), da Secretaria de Saúde (Semsa), intensificou nesta quarta-feira (8 de outubro) as inspeções da operação Zero Metanol, voltada à fiscalização de distribuidoras e fábricas de bebidas artesanais na capital.

A medida, segundo a prefeitura, busca prevenir casos de intoxicação causados por bebidas adulteradas com metanol, substância altamente tóxica utilizada na indústria e como aditivo de combustível.

De acordo com a diretora da Visa Manaus, Maria do Carmo Leão, equipes da gerência de vigilância de alimentos estão atuando em dois turnos para verificar rotulagem, lacres, notas fiscais e registros no Ministério da Agricultura.

“A mobilização integra o esforço da Prefeitura de Manaus para prevenir agravos à saúde, como os casos registrados em outros estados do país”.

20 estabelecimentos fiscalizados

Até esta quarta-feira, 20 bares, distribuidoras e comércios haviam sido fiscalizados. Em apenas um deles, localizado na zona leste, foram encontradas garrafas de uísque com lacre frágil, o que levou à coleta de amostras para envio aos laboratórios de análise do Ministério da Saúde.

Segundo o gerente Ricardo Celestino, a medida é preventiva. “Apesar de as demais características de rótulo, embalagem e informações obrigatórias estarem dentro dos padrões, o lacre apresentou indícios de fragilidade. Solicitamos a análise das amostras, mas não há, até o momento, suspeita confirmada de adulteração”.

Operação segue na capital

Celestino disse que o estabelecimento pode continuar funcionando normalmente, por cumprir as demais normas sanitárias.

A Visa Manaus deve manter a operação nos próximos dias, priorizando áreas com maior concentração de bares e depósitos de bebidas.

“Nosso objetivo é garantir que o consumidor manauara esteja protegido e que os produtos comercializados sejam seguros”, disse Maria do Carmo Leão.

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Foto: Semcom