Chaves pix usadas em golpes e fraudes serão bloqueadas a partir deste sábado
Medida amplia segurança do sistema e reforça combate a movimentações suspeitas após operações da PF contra o crime organizado
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 04/10/2025 às 14:15 | Atualizado em: 04/10/2025 às 14:18
O Banco Central (BC) passa a bloquear, a partir deste sábado (4), chaves pix envolvidas em fraudes e golpes, em mais uma medida para reforçar a segurança do sistema de transferências instantâneas.
O bloqueio será feito com base em informações prestadas pelas instituições financeiras, atingindo as chaves indicadas pelas próprias entidades que integram o ecossistema do pix.
Segundo o BC, o novo procedimento foi definido durante a última reunião do Fórum Pix, comitê consultivo permanente que reúne cerca de 300 representantes do sistema financeiro e da sociedade civil.
O órgão auxilia o Banco Central na definição de regras e procedimentos que regulam o funcionamento do Pix, hoje o meio de pagamento mais utilizado no país.
A autarquia destaca que o objetivo é aumentar a confiança e reduzir os prejuízos causados por fraudes, que vêm crescendo junto com a popularização do sistema.
Reação às fraudes e investigações bilionárias
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações adotadas nas últimas semanas para coibir o uso do Pix em operações criminosas.
No início de setembro, o BC limitou a R$ 15 mil as transferências via pix e TED destinadas a instituições de pagamento não autorizadas a funcionar pela autarquia — medida voltada especialmente a fintechs suspeitas.
A decisão foi tomada após a deflagração de três grandes operações da Polícia Federal — Carbono Oculto, Quasar e Tank — que investigam lavagem de dinheiro do crime organizado, com mais de R$ 50 bilhões em movimentações financeiras suspeitas.
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Outras medidas de segurança
Ainda em setembro, o Banco Central determinou que instituições financeiras e de pagamento devem negar transferências para contas com indícios de fraude, utilizando dados de sistemas eletrônicos e bancos de dados públicos ou privados.
Essas medidas precisam ser implementadas até 13 de outubro. Caso uma transação seja bloqueada, o titular da conta deve ser informado pela própria instituição sobre a rejeição da transferência.
Outra novidade entrou em vigor na última quarta-feira (1º): os bancos e fintechs passaram a ser obrigados a disponibilizar em seus aplicativos o botão de contestação de transações via pix.
Assim, a funcionalidade torna 100% digital o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado em 2021 para facilitar o ressarcimento de vítimas de golpes e fraudes.
Portanto, com as novas regras, o Banco Central reforça sua estratégia de proteger o usuário e blindar o sistema financeiro contra tentativas de uso criminoso do pix — ferramenta que, segundo a própria instituição, movimenta bilhões de reais diariamente e já se consolidou como um dos principais meios de pagamento do Brasil.
*Com informações da Agência Brasil.
Foto/arte: Agência Brasil
