Como o ouro saqueado do Brasil e Colômbia enriqueceu Portugal e Espanha
Conheça um pouco da exploração histórica dos colonizadores para um problema que persiste até estes dias.
Publicado em: 16/09/2025 às 16:08 | Atualizado em: 16/09/2025 às 18:33
Brasil e Colômbia partilham um passado em que o ouro não trouxe prosperidade local, mas poder a Portugal e Espanha. No século XVI, a colonização ibérica ergueu-se sobre a mineração, alimentando reinos europeus à custa da destruição indígena.
Na Colômbia, a exploração começou em 1540. Estima-se que mais de 100 toneladas de ouro foram retiradas das Américas entre 1492 e 1560. No Brasil, o ciclo do ouro do século XVIII tornou-se um dos pilares da economia colonial, concentrando riquezas em Lisboa.
Os colonizadores derretiam artefatos indígenas, transformavam-nos em barras e, assim, enviavam o ouro diretamente à Europa. Essa política extrativista dissolveu culturas, deslocou povos e consolidou vice-reinados e capitanias como instrumentos de controle.
No entanto, registros históricos indicam que comunidades indígenas enterraram parte do ouro para evitar o saque completo.
Hoje, os reflexos desse passado são claros. A Colômbia ocupa apenas a 15ª posição mundial em reservas de ouro, com cerca de 700 toneladas, muito atrás de países como Austrália (12.000 toneladas) e Estados Unidos (3.000 toneladas). O Brasil aparece em 9º, com 2.400 toneladas.
Essa disparidade reflete o impacto do colonialismo e reforça como o ouro, antes símbolo de resistência e cultura, tornou-se o motor do saque europeu que ainda ecoa no presente.
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