Durango Duarte lança ‘A construção da província do Amazonas’ no dia do estado

Publicação gratuita revisita período de 1850 a 1859, quando a província se estruturou entre desafios geográficos e disputas políticas.

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 04/09/2025 às 12:28 | Atualizado em: 04/09/2025 às 12:28

O empresário e pesquisador Durango Duarte lançou, nesta quinta-feira, 4 de setembro, a obra “A construção da província do Amazonas”, em homenagem aos 175 anos da criação do estado, celebrados no Dia do Amazonas, amanhã. 

O livro está disponível para download gratuito no site idd.org.br.

A publicação revisita a década inaugural da província, de 1850 a 1859, período em que o Amazonas se separou do Grão-Pará e iniciou a formação de sua identidade política, econômica e cultural. 

“Escrevi esta obra porque considero fundamental revisitarmos a década inaugural do Amazonas, quando a província começou a se estruturar em meio a disputas políticas, desafios geográficos e a diversidade de povos que aqui viviam”, disse Duarte.

Contexto histórico

O estudo destaca que a criação da província, por meio da lei 586, de 5 de setembro de 1850, não foi um ato isolado, mas o resultado de décadas de mobilização das elites e lideranças locais.

 O período coincide com o segundo reinado do Brasil, quando o império buscava consolidar autoridade nos territórios distantes, garantir a segurança das fronteiras e organizar juridicamente a posse da terra, tarefa iniciada pela Lei de Terras de 1850.

A obra mostra como o Amazonas assumiu papel estratégico na integração nacional, graças à posição geopolítica e à navegação fluvial, fundamentais para transporte e comércio.

A primeira década

O livro apresenta os principais desafios enfrentados no início da província: comunicações precárias, falta de infraestrutura, escassez de mão de obra e dependência de apoio político e financeiro do poder imperial. 

Ainda assim, conforme o autor, houve avanços significativos:

* Instalação da Assembleia Provincial e de instituições públicas.

* Criação de escolas, hospitais e tribunais.

* Fundação, em 1858, da Casa dos Educandos Artífices, voltada à formação técnica.

* Expansão da receita provincial de 3 contos de réis em 1851 para mais de 60 contos em 1859, impulsionada pela diversificação tributária e navegação a vapor.

Demandas permanecem 

 Duarte também destaca a pluralidade da população do período, com indígenas, mestiços, migrantes nordestinos e colonos europeus, e os esforços para integração social e desenvolvimento educacional. 

O autor aponta que muitos dilemas daquela época, como dependência de recursos naturais, centralidade dos rios, tensões interétnicas e necessidade de políticas adaptadas, permanecem atuais.

Um “laboratório de estado”

Mais que um relato cronológico, “A construção da província do Amazonas” interpreta a década de 1851 a 1859 como um “laboratório de estado”, onde se experimentaram caminhos para governar um território vasto e diverso. 

Para Duarte, revisitar esse período é compreender não apenas o início da província, mas também desafios históricos do próprio Brasil na busca por integração, soberania e identidade.

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Fotomontagem BNC Amazonas