Justiça manda Salazar apagar fake news sobre Wilson Lima

Vereador acusou governador também bolsonarista de “roubar” no Porto de Manaus, mas gestão não é do estado.

Sumariamente, juiz absolve Salazar de crime de assassinato

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 04/09/2025 às 09:27 | Atualizado em: 04/09/2025 às 09:27

A Justiça do Amazonas determinou que o vereador de Manaus Alexandre Salazar (PL) remova imediatamente um vídeo de suas redes sociais com informações consideradas “verdadeiramente falsas” sobre o governador Wilson Lima (União Brasil).

A ordem, assinada pelo juiz Paulo Fernando Feitoza, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, prevê multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.

A decisão se estende a todas as plataformas e páginas de terceiros que compartilharam o conteúdo.

Embora Salazar tenha apagado a publicação original, o material ainda circula em perfis que o replicaram.

Leia mais

Vereador de Manaus chama Moraes de ‘leproso’

Conteúdo mentiroso

No vídeo, o vereador aparece interagindo com um homem que acusa o Porto de Manaus de praticar um “assalto” contra a população.

Em seguida, Salazar grava imagens no local, cuja gestão é de competência da União e está concedida à Estação Hidroviária do Amazonas, e afirma que o governador Wilson Lima “rouba” pessoas humildes através de taxas portuárias, chamando o espaço de “fábrica de dinheiro”.

O Governo do Amazonas ingressou na Justiça alegando que as declarações configuram desinformação.

Conforme o magistrado, a administração estadual apresentou documentos comprovando que não possui ingerência sobre a exploração do porto, que é totalmente administrado pela União por meio da concessão.

Decisão judicial

“Defere-se o pedido de antecipação de tutela requerido pelo autor, determinando-se ao réu que faça a imediata remoção do vídeo e demais publicações ofensivas e inverídicas relacionadas ao objeto desta ação vinculadas pelo requerido em todas as plataformas em que foi divulgada, no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária fixada em R$ 30 mil”, afirmou o juiz na decisão.

A determinação abrange qualquer publicação ofensiva relacionada ao caso, seja em perfis próprios de Salazar ou em páginas de terceiros.

Bolsonarista extremista

Ligado ao bolsonarismo mais radical, Alexandre Salazar já foi alvo de outras controvérsias envolvendo ataques verbais, divulgação de conteúdo enganoso e discursos agressivos contra adversários políticos.

Como noticiado anteriormente pelo site, o vereador tem usado redes sociais e eventos públicos para difundir narrativas alinhadas a pautas extremistas, muitas vezes com informações sem comprovação, o que já gerou atritos com o Judiciário e com órgãos de fiscalização.

Leia mais no AM-Post.

Leia mais

Foto: Eder França/Dicom