Secretário-executivo da Previdência é preso e vice-líder do governo é alvo da PF
A ação investiga um esquema de descontos indevidos diretamente nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS
Da redação do BNC Amazonas
Publicado em: 18/12/2025 às 07:36 | Atualizado em: 18/12/2025 às 07:36
Em um desdobramento impactante para a Esplanada dos Ministérios e para a base governista no Congresso, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã de hoje, uma nova fase da operação Sem Desconto.
A ação investiga um esquema de descontos indevidos diretamente nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS. Como informa a Coluna Fabio Serapião, no Uol.
O principal alvo da operação foi Adroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social. Braço direito da pasta no governo Lula, Portal foi preso e, conforme apurado, cumprirá prisão domiciliar.
A prisão do “número dois” da Previdência coloca o ministério no centro de uma crise institucional sobre a gestão de benefícios previdenciários.
O Cerco ao Senado
A operação também cruzou a Praça dos Três Poderes e chegou ao Legislativo. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), atual vice-líder do governo no Senado, foi alvo de mandados de busca e apreensão.
Com isso, a inclusão de um nome de peso da articulação política do Planalto eleva a temperatura política em Brasília e coloca a liderança do governo em alerta.
Devido ao envolvimento de parlamentar com prerrogativa de foro, as medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O elo com os lobistas
As investigações apontam para uma rede de influência que envolve figuras conhecidas do setor previdenciário. Foram presos nesta manhã:
- Romeu Antunes: filho do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
- Eric Fidelis: filho de André Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS.
Segundo a Polícia Federal, a quebra de sigilos bancários e fiscais revelou que Eric teria recebido, por meio de seu escritório de advocacia, repasses financeiros provenientes de empresas ligadas ao grupo do “Careca do INSS”.
Dessa maneira, o esquema consistia no desvio de valores através de descontos não autorizados por associações ou empresas diretamente nos benefícios de segurados.
Reações
Até o fechamento desta edição, o Ministério da Previdência e a liderança do governo no Senado não haviam se manifestado oficialmente sobre as prisões e as buscas. A Polícia Federal continua a análise do material apreendido para identificar a extensão do prejuízo causado aos cofres públicos e aos aposentados.
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Foto: divulgação/PF
