Projeto antifacções deve ser votado nesta quarta-feira no Plenário, indicam líderes

Relatório enfrenta resistência por mudanças na Polícia Federal e por equiparar facções ao terrorismo

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 11/11/2025 às 17:07 | Atualizado em: 11/11/2025 às 17:07

O projeto de lei que endurece o combate às facções criminosas deve ser votado nesta quarta-feira (12 de novembro) no plenário da Câmara dos Deputados. A previsão foi confirmada por líderes partidários após reunião com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Apesar do avanço na pauta, as negociações continuam por causa de dois pontos polêmicos do relatório elaborado pelo deputado Guilherme Derrite (PL-SP): a mudança nas atribuições da Polícia Federal (PF) e a equiparação das facções criminosas ao crime de terrorismo.

O relator, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, recebeu críticas da federação PT-PCdoB-PV. O líder Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou Derrite de desfigurar o texto original enviado pelo Executivo.

“O ataque à Polícia Federal é muito grande e cria uma confusão entre Justiça federal e estadual”, afirmou Lindbergh.

Ele também denunciou a tentativa de incluir dispositivos que, segundo ele, blindariam parlamentares.

“Que desespero é esse de colocar jabutis para proteger atividade parlamentar?”, questionou, citando a Operação Carbono Oculto como exemplo de investigação que seria inviabilizada.

Em defesa de Derrite, o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ) elogiou sua experiência no combate ao crime organizado.

“Vamos virar a página da política e discutir o que tem que ser discutido”, disse.

O líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), também saiu em defesa do relator, afirmando que ele tem “carreira ilibada, profundo conhecimento e postura democrática”.

O bloco governista, porém, trata como “inegociáveis” as mudanças que reduzem as prerrogativas da PF e a equiparação de facções a terrorismo. Lindbergh alertou que, se o texto não for alterado, o governo resistirá no Plenário.

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Com informações de Agência Câmara.

Foto: Reprodução