Prefeito prepara bolsa de carbono de Manaus para captar US$ 500 milhões
Plano está sendo elaborado com participação do Banco Mundial
Publicado em: 02/10/2025 às 22:34 | Atualizado em: 02/10/2025 às 22:36
O prefeito de Manaus, David Almeida, articula a criação da Bolsa de Créditos de Carbono da Amazônia, com apoio técnico do Banco Mundial, para integrar o plano municipal de bioeconomia a partir de 2026.
A expectativa é captar US$ 500 milhões até 2028 para projetos de conservação, reflorestamento e iniciativas urbanas de sustentabilidade, como saneamento, mobilidade elétrica e energia limpa.
A plataforma permitirá a negociação de créditos de carbono e títulos verdes vinculados não apenas à Amazônia, mas também a outras florestas tropicais, como as do Congo e da Indonésia.
Segundo Almeida, a meta é transformar Manaus em um “hub climático do Hemisfério Sul”, garantindo integridade e rastreabilidade nas transações.
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O anúncio ocorre às vésperas da COP-30, em Belém, e se soma a outras iniciativas no setor. Na última semana, a B3 lançou seu projeto-piloto de registro primário de créditos de carbono, com 30 mil títulos emitidos pela Reservas Votorantim, referentes a projetos na Mata Atlântica.
O mercado brasileiro de carbono vem ganhando força desde a regulamentação pela Lei 15.042, sancionada em 2024.
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Foto: Ruan Souza/Semcom
