Lula ameaça reciprocidade após tensão com EUA envolvendo delegado brasileiro
Presidente critica possível “abuso de autoridade” e cobra esclarecimentos sobre ordem de saída de policial ligado ao caso Alexandre Ramagem
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 21/04/2026 às 07:40 | Atualizado em: 21/04/2026 às 09:44
O presidente Lula da Silva afirmou nesta semana que o governo brasileiro pode adotar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos após a controvérsia envolvendo um delegado da Polícia Federal que atua no país. A declaração foi dada em Hannover, onde Lula cumpre agenda oficial.
“Fui informado hoje de manhã. Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil”, disse o presidente ao comentar o caso. Lula também criticou o que classificou como “ingerência” e “abuso de autoridade” por parte de autoridades americanas.
Conforme informação do g1, a reação ocorre após o governo dos Estados Unidos determinar que o delegado brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem deixe o país.
A medida foi anunciada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, que acusou, sem citar nomes, uma autoridade brasileira de tentar “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas”.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, minimizou a situação e afirmou que as informações divulgadas até o momento carecem de fundamento.
“Essa notícia não tem fundamento. Estamos aguardando esclarecimentos das autoridades americanas”, declarou. Segundo ele, o delegado atua em cooperação com autoridades locais em Miami e sua função era de conhecimento prévio.
Na mesma linha, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou que o agente está há mais de dois anos nos Estados Unidos desempenhando suas atividades em parceria com órgãos americanos.
O episódio adiciona tensão às relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e levanta questionamentos sobre os limites da cooperação internacional em investigações e processos de extradição. Enquanto isso, o governo brasileiro aguarda esclarecimentos formais para definir os próximos passos.
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Foto: Ricardo Stuckert/PR
