Líder do PCC é preso em operação policial em Campinas

A ação mirou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro financiado pelo tráfico de drogas e prendeu "Diabo Loiro"

Líder do PCC é preso em operação policial em Campinas

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 30/10/2025 às 15:30 | Atualizado em: 30/10/2025 às 15:30

Uma operação conjunta da Polícia Militar e do Ministério Público de São Paulo resultou, nesta quinta-feira (30), na prisão de quatro suspeitos ligados ao crime organizado — entre eles, um dos nomes apontados como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Dessa maneira, a ação mirou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro financiado pelo tráfico de drogas.

O principal detido é Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro, apontado pela Polícia Civil como figura de destaque na cúpula da facção criminosa. Como o informa o Último Segundo.

Nas redes sociais, Magrini se apresentava como produtor rural e influenciador digital, exibindo rotina com cavalos, veículos de luxo e viagens internacionais.

Segundo as autoridades, porém, ele é investigado por participação direta nos ataques coordenados pelo PCC em 2006, que deixaram o estado de São Paulo sob tensão, além de possuir antecedentes por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documento falso.

A operação Off White, conduzida pelo 1º Batalhão de Ações Especiais (BAEP) de Campinas em parceria com o Gaeco, cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Campinas, Artur Nogueira e Mogi Guaçu.

Assim, a Justiça determinou ainda o bloqueio e sequestro de 12 imóveis de alto padrão e o congelamento de valores em contas bancárias.

Durante o cumprimento dos mandados, houve confronto entre policiais e suspeitos. Um homem foi baleado e morreu. Um sargento do BAEP também foi atingido, mas foi socorrido e não corre risco de vida.

Na operação, policiais apreenderam mais de R$ 300 mil em dinheiro, quatro armas e maquinário utilizado para embalar drogas.

Segundo as investigações, o grupo preso atuava para movimentar grandes quantias provenientes do tráfico, mesclando os recursos ilícitos com atividades empresariais legais para dificultar o rastreamento financeiro.

A polícia descreve o esquema como uma estrutura que envolvia traficantes, empresários, agiotas e influenciadores digitais, operando para garantir o fluxo financeiro do PCC e blindar líderes da facção.

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Foto: reprodução