Ex-príncipe Andrew é preso em investigação sobre ligação com Jeffrey Epstein

Polícia do Vale do Tâmisa confirma detenção de homem na casa dos 60 anos por suspeita de má conduta no exercício de cargo público; identidade não foi oficialmente divulgada

Ex-príncipe Andrew é preso em investigação sobre ligação com Jeffrey Epstein

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 19/02/2026 às 07:54 | Atualizado em: 19/02/2026 às 07:54

O ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira (19) em sua residência no Reino Unido, em meio a investigações sobre possíveis ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A informação foi divulgada pela BBC e repercutida por diversos veículos britânicos.

A Polícia do Vale do Tâmisa informou que deteve um homem na casa dos 60 anos sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, após “avaliação minuciosa” do caso. Como informa o g1.

Embora não tenha confirmado oficialmente o nome do preso, sob a justificativa de proteger sua identidade, diferentes meios de comunicação britânicos apontam que se trata de Andrew.

De acordo com as autoridades, foram realizadas buscas em dois endereços ligados ao suspeito — um em Berkshire, a oeste de Londres, e outro em Norfolk, no leste da Inglaterra. A polícia de Norfolk confirmou à BBC que está prestando apoio às operações.

Em nota, o subchefe de polícia Oliver Wright afirmou que a investigação foi formalmente aberta após análise detalhada das alegações.

“É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar esta suposta infração”, declarou.

A prisão ocorre cerca de uma semana depois de a polícia britânica ter iniciado apuração para investigar se o ex-príncipe enviou relatórios confidenciais a Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.

Segundo a BBC, caso seja considerado culpado por má conduta no exercício de cargo público, Andrew poderá enfrentar pena de prisão perpétua.

Um especialista ouvido pela emissora afirmou que o ex-príncipe deverá permanecer em uma cela comum de custódia — equipada apenas com cama e vaso sanitário — enquanto aguarda interrogatório.

Assim, a legislação britânica permite que a polícia mantenha o suspeito detido por até 96 horas para investigação, e não há previsão de tratamento diferenciado.

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Foto: divulgação/Departamento de Justiça dos EUA