Citando Faria Lima, Lula disse que é preciso asfixiar financiadores do crime
Presidente fez a referência ao centro financeiro do país em evento em Manaus.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 10/09/2025 às 08:17 | Atualizado em: 10/09/2025 às 08:17
O presidente Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (9), em Manaus (AM), que o combate ao crime organizado precisa atingir não apenas as lideranças das facções, mas também seus mecanismos de financiamento.
Dessa forma, em discurso, Lula citou a “Faria Lima” — centro financeiro de São Paulo — para reforçar que as investigações chegaram ao “andar de cima” do crime.
“Para combater o crime de forma efetiva, é preciso neutralizar suas lideranças e asfixiar seus mecanismos de financiamento. Há poucos dias, realizamos no Brasil a maior operação da história contra o crime organizado que finalmente alcançou o andar de cima do crime organizado, a Faria Lima, a famosa linha bancária do Brasil”,
disse Lula, referindo-se a uma megaoperação deflagrada no fim de agosto.
No dia 28 de agosto, três operações simultâneas miraram a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em setores estratégicos da economia.
A principal delas, a Carbono Oculto, é uma ação conjunta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo com a Receita Federal.
Ao mesmo tempo, outras duas operações — Quasar e Tank — foram conduzidas pela Polícia Federal.
Assim, as investigações apontam para a diversificação das atividades criminosas, que incluiriam o uso de empresas e transações financeiras para lavar dinheiro e financiar a expansão do crime organizado no país.
Ainda em seu discurso, Lula ressaltou que a repressão ao crime precisa levar em conta a desigualdade social.
“Não podemos permitir que os moradores das periferias, os povos indígenas e as comunidades ribeirinhas tenham suas vidas marcadas pela violência enquanto os mais endinheirados ficam impunes. Os mais vulneráveis são os que mais sofrem com a criminalidade”, declarou.
Assim sendo, a fala do presidente reforça a mudança de foco do governo federal em operações contra o crime organizado, mirando não apenas a base das facções, mas também seus fluxos financeiros e redes de apoio na elite econômica.
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Foto: reprodução/Ricardo Stuckert/PR
