Cerco da PF na investigação caminha para prisão do religioso Malafaia
Pastor tem celular e passaporte apreendidos em inquérito sobre ataques ao STF
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 19/10/2025 às 10:37 | Atualizado em: 19/10/2025 às 10:37
A Polícia Federal intensifica a investigação sobre o pastor Silas Malafaia que teve passaporte e celular apreendidos por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele é suspeito de liderar ataques coordenados contra o tribunal e está proibido de contatar Jair e Eduardo Bolsonaro.
A investigação completa dois meses nesta segunda-feira (20 de outubro) e segue avançando. As diligências foram autorizadas por Moraes no âmbito de um inquérito que apura coação à Corte.
Malafaia, aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro, é apontado como integrante do núcleo que articulou ataques ao STF, incluindo negociações para que os Estados Unidos praticassem “atos hostis” contra o Brasil.
O celular do pastor já passou por perícia. Além disso, ele não pode manter contato com Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, que também são investigados.
Um relatório da Polícia Federal aponta que Malafaia atuou diretamente na coordenação dos ataques:
“Atuou em ações de criação, produção e divulgação de ataques a ministros do STF, de forma previamente ajustada, por multicanais, em alto volume e direcionada a parcela do público sob sua influência.”
Moraes reforçou que os diálogos monitorados indicam o papel de liderança do pastor no grupo investigado e que suas ações tinham o objetivo de coagir ministros do Supremo e outras autoridades, com tentativas de obstrução à Justiça.
Em sua defesa, Malafaia nega envolvimento e acusa o ministro de perseguição religiosa.
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