Bolsonaro tem 48 horas para explicar fim do isolamento em Brasília

Justiça cobrou evidências científicas que Brasília teria capacidade de atendimento de novas vítimas de covid-19

Bolsonaro

Publicado em: 29/04/2020 às 12:26 | Atualizado em: 29/04/2020 às 12:26

A Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de 48 horas para a União e o governo do Distrito Federal explicarem por que o isolamento social em Brasília vai acabar na próxima semana.

Para o Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e Ministério Público do Distrito Federal, “é consenso entre especialistas que ainda não atingimos o pico da doença no Brasil e em Brasília”.

Somente na capital federal, já há mais de 1.200 casos confirmados e, ao menos, 27  mortes.

A juíza federal titular da terceira vara, Kátia Balbino, cobrou evidências científicas e números de que Brasília teria capacidade para atender novas vítimas.

 

 

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“Deverá o Distrito Federal informar, necessariamente, a quantidade de leitos disponíveis, especificando os de UTI devidamente aparelhados”.

No mesmo sentido, “deverá a União, necessariamente, informar eventuais estudos direcionados ao Distrito Federal e que se relacionem à redução do distanciamento social, bem como informações que digam respeito às medidas para o combate à COVID 19”.

Pouco a pouco, Brasília já está voltando a funcionar, apesar do quadro crescente de coronavírus no país.

Na prática, o fim do isolamento está marcado para o início de maio, mas já há vários setores movimentados.

Além das atividades essenciais – como padarias e serviços de delivery –, pessoas que trabalham em escritórios imobiliários ou de advocacia, por exemplo, apesar de não essenciais, também já voltaram à ativa.

Com essa flexibilização, tem gente que nem esperou uma mudança oficial de regra para voltar às ruas.

A ação afirma que o isolamento social é estratégia que se tem mostrado eficaz no retardamento da velocidade de propagação da doença.

“O Governo não pode expor a risco o direito à saúde das pessoas diante da pandemia da COVID-19, contrariando determinações de outras autoridades que apontam em sentido contrário”, afirma a ação civil pública.

 

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Foto: Reprodução/TV Record