Bolsonaro não é tão forte como pensava

Baixa adesão aos atos expõe queda de mobilização após prisão e desmonta discurso de força nas ruas

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 28/11/2025 às 17:12 | Atualizado em: 28/11/2025 às 17:12

A fraca presença nos atos convocados após a prisão de Jair Bolsonaro evidenciou a dificuldade de transformar engajamento digital em mobilização real. As manifestações previstas para os dias seguintes simplesmente não se sustentaram.

Na Avenida Paulista, o ato pró-Bolsonaro reuniu poucas pessoas, apesar das convocações online. A cena se repetiu em Brasília, onde um pequeno grupo se concentrou em frente à Superintendência da PF e se dispersou rapidamente.

Com a baixa adesão, o embate ficou restrito às redes sociais. A prisão gerou milhões de publicações, mas o cenário mudou após a divulgação do vídeo em que o ex-presidente tenta violar a tornozeleira eletrônica.

Segundo Alexsander Chiodi, do Instituto Democracia em Xeque:

“Depois do vídeo, a direita não conseguiu sustentar a narrativa de martírio do ex-presidente.”

O desânimo dos bolsonaristas apareceu na avaliação de Luis Fakhouri, da Palver:

“Mobilizar as ruas exige articulação e coesão. Ficou evidente o desânimo de parte do eleitorado.”

Para o cientista político Alberto Aggio, da Unesp, “não é por acaso que as manifestações em defesa dele têm se limitado às redes sociais.”

O resultado é um contraste visível: a base mantém atividade online, mas a capacidade de levar gente às ruas encolheu.

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Foto: Vilmar Bannach/Ekobanpress/Ag. O Globo