Santa Catarina imita Trump e cria ‘ICE de Floripa’
Guarda voluntária de Florianópolis é acusada de agir com poder de polícia após abordagem a homem em situação de rua.
Publicado em: 26/02/2026 às 13:10 | Atualizado em: 26/02/2026 às 13:37
A criação de uma guarda voluntária em Florianópolis, sob gestão de Topázio Neto, entrou no radar do debate jurídico após agentes serem flagrados hostilizando um homem em situação de rua no Centro da capital.
O episódio ocorreu na rua Vidal Ramos, no início de fevereiro. Cinco voluntários uniformizados como “Voluntários Floripa” cercaram o homem e tentaram expulsá-lo do local.
A gravação mostra ameaças e ofensas. Um deles diz: “Mais uma dessas, e a gente vai te prender por desacato”.
O homem afirmou que tinha autorização do proprietário de um prédio para pernoitar ali. Mesmo assim, ouviu: “Eu vou ter que te arrancar daqui. E você vai fazer o quê?”.
O caso foi denunciado ao Ministério Público de Santa Catarina pelo vereador Leonel Camasão. O órgão informou que analisa a ocorrência.
A guarda foi criada pela Câmara de Florianópolis por meio da Lei 11.498/2025. O texto prevê apoio operacional à Secretaria de Segurança, mas não detalha limites de atuação.
A prefeitura publicou edital para até 150 voluntários, com curso de dois dias. Portarias posteriores estabeleceram código de conduta que exige linguagem respeitosa e atuação discreta.
O vídeo, porém, mostra comportamento que contraria as próprias regras internas.
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Foto: Allan Carvalho/PMF
